Cemig deve reavaliar parceria no Madeira

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) deverá rever sua participação no consórcio que venceu o leilão da Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, semana passada. A informação consta de um relatório do banco Credit Suisse, divulgado a investidores na sexta-feira, após conversa entre os analistas da instituição e os diretores da companhia elétrica Luis Fernando Rolla e Agostinho Cardoso.De acordo com o relatório, a Cemig ainda vai avaliar o preço, de R$ 78,9 o megawatthora (MWh), de venda da energia a ser produzida pela usina, de 3.150 megawatt(MW). Isso porque antes do leilão a empresa não teria tido informação suficiente a todos os detalhes do projeto da hidrelétrica, já que a decisão de integrar o consórcio foi tardia. Portanto, neste momento, ela não saberia avaliar se o preço foi baixo ou não. Com base nas informações que serão passadas pelo consórcio, a empresa deverá avaliar o projeto econômico em detalhes e, assim, decidir se continua ou não no consórcio, formado por Odebrecht (18,6%), Furnas Centrais Elétricas (39%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e um fundo de investimentos formado por Banif e Santander (20%).Enquanto a estatal de Minas Gerais avalia seu futuro no consórcio, outros investidores negociam sua entrada no projeto. A expectativa é que somente no início do próximo ano as novas parcerias sejam concluídas e anunciadas. No grupo de interessados, estão os fundos de pensão Petros (dos funcionários da Petrobrás) e Funcef (dos funcionários da Caixa), além das empresas Vale e Votorantim. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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