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Cemig prepara emissão de dívida no valor de R$ 2,7 bilhões

Recursos serão usados na compra da transmissora Terna e para a rolagem de dívidas de curto prazo

Wellington Bahnemann e Raquel Massote, da Agência Estado,

14 de agosto de 2009 | 15h58

O diretor de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações da Cemig, Luiz Fernando Rolla, disse que a estatal prepara uma emissão de debêntures nos próximos 30 dias no valor de R$ 2,7 bilhões, cujos recursos serão usados na compra da transmissora Terna e para a rolagem de dívidas de curto prazo. "Com a parceria com o Fundo do Investimento em Participações (FIP) Coliseu, reduzimos a necessidade de recursos para a compra da Terna. Mas isso será usado para rolar dívidas que vencem no curto prazo", explicou o executivo, em teleconferência para analistas sobre os resultados da Cemig no segundo trimestre de 2009. No fim de junho, as dívidas da estatal com vencimento este ano somavam R$ 1,108 bilhão.

 

Para a compra de 100% da Terna (incluindo a fatia dos minoritários), a Cemig calcula que o desembolso total some R$ 3,5 bilhões. Com a nova proposta de aquisição do ativo, a estatal e o FIP criarão uma nova empresa, a Transmissora do Atlântico de Energia Elétrica S.A (Taesa), que será usada como veículo de compra da Terna. A Cemig terá 49% de participação na Taesa e o FIP, 51%. "A introdução do FIP Coliseu na operação irá liberar recursos que permitirão à Cemig perseguir as metas do seu plano diretor por meio da aquisição de novos ativos, que estão em fase de negociação", afirmou o executivo, sem revelar mais detalhes.

 

Segundo Rolla, a expectativa é que o FIP Coliseu capte R$ 1,2 bilhão com a venda de cotas a investidores institucionais, notadamente fundos de pensão. Esses recursos serão usados para a compra da Terna. Daqui a cinco anos, o FIP poderá vender a sua fatia na Taesa à Cemig. Porém, o executivo disse que a intenção da estatal é de que esses investidores permaneçam por um longo prazo na transmissora. "Queremos que permaneça conosco porque este será um veículo de crescimento sustentável, com baixo risco e com uma capacidade de geração de caixa suficiente para financiar todos os seus investimentos", justificou o DRI da companhia.

 

Além de liberar recursos para novas aquisições, Rolla explicou que a parceria com investidores institucionais permitirá à companhia se apropriar das sinergias operacionais entre os seus ativos de transmissão e os da Terna. "Ter como sócio um investidor institucional permite capturar 100% das sinergias dos ativos, o que não seria possível se fosse um sócio operador do setor elétrico", justificou o DRI da estatal.

 

O executivo afirmou que, futuramente, a Taesa será incorporada pela Terna. Rolla acrescentou que o nome Terna deixará de ser usado pela empresa no Brasil. "Um dos termos do contrato é a mudança no nome, porque Terna já é a denominação consagrada no mercado da Terna S.p.A. na Itália", explicou. O novo nome para a empresa ainda não está definido.

 

O executivo contou que está mantida a data de conclusão do negócio para 30 de setembro deste ano. Na ocasião, a estatal terá de pagar R$ 2,3 bilhões à Terna S.p.A, o que explica a necessidade de lançar as debêntures nos próximos 30 dias. Rolla disse que a Cemig já entrou com pedido de anuência da transferência de controle na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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