Cemig prevê caixa de R$ 1,2 bilhões

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) projeta chegar ao final deste ano com uma geração de caixa medida pelo conceito Ebitda - sigla inglesa que significa rendimento da empresa sem considerar os juros, impostos, amortizações e depreciações - de R$ 1,2 bilhão. A estimativa é do assessor de Relações com Investidores da empresa, Luiz Fernando Rolla, que participou ontem de uma teleconferência promovida pela Agência Estado e a Wittel Telecomunicações.Até setembro último, a geração atingiu R$ 879,8 milhões, ante R$ 852,1 milhões registrados durante todo o ano de 99. No terceiro trimestre deste ano, a empresa manteve a tendência e apresentou um lucro de R$ 324 milhões até setembro, revertendo um prejuízo de R$ 138 milhões alcançado no mesmo período do ano passado.O diretor de finanças e de relações com investidores da empresa, Cristiano Corrêa de Barros, afirmou que os números ficaram dentro da expectativa da companhia, que pretende manter a recuperação. A principal razão apontada para a recuperação dos números foi a melhora das vendas para o setor industrial. A comercialização com esse segmento, que responde por 59% do mercado da Cemig, cresceu 6,6% até setembro. Da mesma forma, houve um incremento de vendas para outras concessionárias do sistema interligado (9,1%) e para o mercado livre (5,8%).Recorde de produçãoA empresa bateu recorde de produção até setembro, com a marca de 23.661 GW/hora. O crescimento em relação ao mesmo período do ano passado foi de 14%. Luiz Fernando ressaltou que os resultados do terceiro trimestre só não foram melhores devido ao aumento das despesas operacionais, de 19,3% em relação ao terceiro trimestre de 99. O crescimento foi motivado principalmente pelo incremento das despesas com a Conta de Consumo de Combustível (CCC), fundo gerenciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e rateado pelas concessionárias para custear as despesas com o óleo combustível das usinas térmicas. Conforme ressaltou o diretor de relações com investidores da companhia, Cristiano Corrêa de Barros, a meta fixada para a geração de caixa deve fazer face aos investimentos de R$ 2,6 bilhões que deverão estar concluídos em 2004. A distribuição foi o segmento que recebeu o maior volume dos aportes este ano.Para o próximo ano, a empresa deverá também rolar parte do endividamento da companhia. Uma amortização de R$ 650 milhões está prevista. Em novembro de 2001, vencem as opções dos Eurobonds, títulos emitidos pela empresa em 1997 com prazo de sete anos no total de US$ 150 milhões, que a companhia pretende rolar. Este ano, a Cemig conseguiu alongar por um período de dois a três anos cerca de US$ 140 milhões.

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