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Cemig quer consórcio no Madeira

Empresa negocia formação de grupos para disputar leilão de usinas e para a compra da Brasiliana/Eletropaulo

Alaor Barbosa, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2024 | 00h00

A Cemig está negociando a formação de consórcios para a compra da Brasiliana/Eletropaulo e para participar dos leilões das usinas do Rio Madeira, em Rondônia. Segundo o superintendente de Relações com Investidores da estatal mineira, Agostinho Faria Cardoso, há "conversas formais" com algumas empresas. Ele ressaltou que os consórcios serão distintos. "São negócios diferentes, que envolvem investidores diferentes." Cardoso não quis informar nenhum grupo com o qual está mantendo contatos, mas adiantou que não faz restrição a nenhum tipo de empresa. "Pode ser construtor, investidor financeiro e até operador." No caso da Cesp, controlada pelo governo de São Paulo, Cardoso disse que o interesse da Cemig é menor, já que há proibição de venda do ativo para outras estatais. "Além disso, não está claro se a empresa será mesmo privatizada ou quando isso ocorrerá."A estratégia da Cemig é ter participação minoritária, mas com direito de preferência na compra de participações dos demais sócios que participarem do empreendimento, semelhante ao acordo feito para a compra do controle da Light, no Rio. Com isso, no futuro, a empresa poderá ampliar sua participação no projeto, caso algum acionista venda sua parte. Esse formato permite ao consórcio ter acesso a recursos do BNDES. A empresa também está analisando a possibilidade de atuação fora do País. No ano passado a Cemig adquiriu uma linha de transmissão no Chile e está satisfeita com os resultados. "Fomos bem recebidos naquele país", disse. É possível que a Cemig até amplie os investimentos no Chile, através da compra de ativos existentes ou por meio de projetos de expansão. A prioridade, porém, continua sendo investir no Brasil. "Acreditamos que haverá uma crescente integração energética na América Latina e estamos nos preparando para essa realidade."EXPANSÃOA Cemig espera concluir "nos próximos dias" a compra da térmica de Juiz de Fora, do grupo Energisa/Cataguazes Leopoldina. Segundo Cardoso, a unidade é estratégica não só por estar em Minas como por atuar no mercado de geração a gás natural. A empresa mineira quer ampliar para 20% sua participação no mercado nacional de energia elétrica, tanto em geração quanto na distribuição e em linhas de transmissão. "Vamos ser um dos consolidadores no mercado nacional."

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