Cemig tem dúvidas sobre atratividade do novo modelo elétrico

O superintendente de relações com investidores da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Luiz Fernando Rolla, disse hoje que a empresa não está muito certa da atratividade do futuro modelo do setor elétrico para financiar projetos de geração. Rolla lembrou que o projeto elaborado pelo governo prevê revisão tarifária a cada cinco anos para as geradoras. Em sua avaliação, isso representaria um risco de perda de capacidade para investir. "A perda de capacidade das estatais é evidente", analisou, durante entrevista, antes de participar de reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) da região sul. A fórmula de revisão tarifária a cada cinco anos é adotada atualmente para as distribuidoras. Rolla observou que o governo fala no custo inferior da energia das estatais pelo fato de já ter sido amortizada , mas ressaltou que no passado as empresas não tiveram o retorno esperado dos projetos, muitas vezes afetado pela manipulação de tarifas. Juros menores para rolagem de dívidaSobre a rolagem de dívidas da Cemig com vencimento no segundo semestre do ano, prevista pela empresa, Rolla disse que a perspectiva de juros menores deve permitir realizar a operação com custos mais baixos que na primeira metade do ano. Como estatal, a empresa tem poucas opções para realizar a rolagem, lembrou Rolla, sem indicar uma preferência. O objetivo da Cemig é alongar entre R$ 200 e R$ 300 milhões que vencem nos últimos meses do ano, descreveu Rolla. O prazo disponível até os vencimentos facilita a negociação com os bancos, avaliou o superintendente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.