Cenário de incertezas pressiona cotações

Mercado externo em pânico e pesquisa eleitoral consolidando Ciro Gomes em segundo lugar nas preferências do eleitorado, com quase o dobro das intenções de voto de Serra (27% para Ciro e 14% para Serra), levaram o dólar a novo recorde no fechamento de ontem, cotado a R$ 2,902. A Bolsa despencou 6,53% e os juros futuros encerraram ontem na máxima do dia. Segundo analistas, as tensões podem prosseguir hoje.Os especialistas explicam que a coincidência entre o momento de transição política no Brasil e a crise de confiança internacional é uma receita difícil de equacionar e não permite que os especialistas vislumbrem um horizonte para o comportamento do mercado, muito menos, uma solução otimista para o País no curto prazo. "O risco a gente calcula, mas a incerteza é uma variável difícil de avaliar", diz um experiente profissional de mercado. A cautela e a retração, portanto, tendem a continuar e nem a visita da vice-diretora do fundo Monetário Internacional (FMI), Anne Krueger, ao País, que aliviou os mercado na semana passada, está conseguindo servir de alento. A menos que ela traga notícias concretas e positivas. Às 10h00, o dólar comercial para venda estava sendo cotado a R$ 2,9100, em alta de 0,28% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 22,510% ao ano, frente a 21,900% ao ano negociados ontem. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em ligeira alta de 0,07%.

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