Cenário é de céu de ''cervejeiro'' no negócio de franquias

Multiplicação de bares de marcas de cervejas é uma tendência que cresce e deve se expandir pelo País

Marili Ribeiro, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2011 | 00h00

Todo o barulho em torno da cerveja Devassa Bem Loura, que teve como garota-propaganda a polêmica socialite americana Paris Hilton, colaborou para difundir a marca Devassa e ajudou a rede de franquias de chope da marca.

Em 2008, quando a Cervejaria Schincariol começou a investir em franquias, eram nove bares. No ano passado, a rede fechou com 30 casas, que faturaram R$ 60 milhões.

A perspectiva é encerrar este ano com 42 Cervejarias Devassa, sendo três novos endereços nos próximos meses: Higienópolis, Granja Viana e Vila Madalena. Todos em São Paulo.

"Em cinco anos, teremos 80 casas e, no próximo ano, chegaremos ao Nordeste", diz Francisco Duarte, diretor geral de franquias da Schincariol. Para ele, o cenário é de céu de brigadeiro para o negócio no setor cervejeiro.

"Há uma diversificação de consumo, porque houve melhoria de renda. Nas nossas casas, 36% dos clientes são mulheres entre 23 e 42 anos, que gastam por ano mais de R$ 19 milhões em lazer e se identificam com a pin-up loira da nossa marca", festeja ele, ao se referir ao símbolo adotado pela Devassa.

Sedução. Toda essa demanda está fazendo a Schincariol diversificar o portfólio de franquias com o lançamento do Boteco Devassa. "Assim como a unidade da Cervejaria Devassa na Rua Bela Cintra, que pertence à própria companhia, vamos montar um boteco para estimular investidores a comprar a proposta."

Na opinião de Duarte, o avanço da indústria no varejo não canibaliza o negócio nos outros pontos de venda de cerveja. "O mercado de bebidas carece da excelência de execução. Não dá mais para simplesmente botar a marca no balcão. Há que se criar uma ambientação para seduzir o consumidor."

Ao contrário da Ambev e da Schincariol, a holandesa Heineken, dona da Kaiser no Brasil, não aposta em investimentos no varejo para estimular as vendas.

"Não temos planos de implantar aqui o bar-conceito da Heineken que temos em algumas capitais pelo mundo", informa Nuno Teles, diretor de marketing da Heineken do Brasil.

"Esses espaços servem para sabermos as necessidades efetivas de nossos clientes. Temos experiência com refrigeração, e é esse conhecimento que queremos difundir para o varejo."

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