Cenário exige cautela dos investidores

Cautela é a atitude mais indicada para os investidores em momentos de turbulência como o atual. A alta do preço do petróleo provocada, inicialmente, por um aumento na demanda no hemisfério norte e, nos últimos dias, pelo conflito entre Israel e Palestina no Oriente Médio, tem provocado fortes oscilações nos mercados.O desempenho das bolsas de Nova York também tem afetado de forma direta o mercado financeiro no Brasil. Desde o início do ano, a Nasdaq - bolsa dos Estados Unidos que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - registra uma baixa de 19,44%. Apoiada nos bons fundamentos do cenário interno, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tenta desvencilhar-se do baixo desempenho da Nasdaq. Mas, mesmo assim, acumula uma perda de 12,17%.O principal motivo para o cenário desfavorável é a divulgação de baixos resultados trimestrais por parte de empresas norte-americanas. Júlio Ziegelmann, diretor de renda variável da BankBoston Asset Management, afirma que o recuo no preço dos papéis em geral é proporcionalmente superior ao que, de fato, as empresas deixaram de lucrar. "Os acionistas não avaliam apenas aquilo que deixaram de ganhar no trimestre, mas toda a projeção traçada de ganhos nos próximos anos", afirma o diretor.Veja como ficam seus investimentosNa avaliação de Marcelo Carvalho, economista-chefe do JP Morgan, o contexto macroeconômico do País é favorável para o investimento em ações. A tendência de queda das taxas de juros, a economia em recuperação e a inflação sob controle acenam para boas possibilidades de ganhos para quem vai investir no mercado acionário. Porém, a instabilidade do cenário externo não permite traçar um horizonte mais preciso de quando isso deve ocorrer.É importante destacar que o investimento em ações é indicado apenas para quem pode ficar com o dinheiro aplicado até que se consiga o rendimento desejado. Não há nenhuma garantia de retorno nesse tipo de investimento, ou seja, o acionista pode perder dinheiro com a compra de papéis de empresas na Bolsa. Além disso, para conseguir bons rendimentos, é preciso que os investidores avaliem constantemente a carteira de ações. Isso porque as perspectivas de ganhos nos diversos segmentos da economia podem ser alteradas em função de diversos fatores inerentes à economia do País. Para quem não pode avaliar a carteira com freqüência, os fundos de ações são a melhor recomendação. Nesse caso, é o gestor do fundo quem cuida da composição da carteira. No segmento de renda fixa, os fundos prefixados têm boas perspectivas de ganhos, porém em prazos mais longos. O rendimento dessas aplicações vai depender do prazo de vencimento dos papéis que compõem a carteira desses fundos. Quanto mais longos, maiores as chances de ganho. Porém, o risco é maior. Para quem busca segurança, os fundos DI (ou pós-fixados) são as melhores opções, pois a rentabilidade acompanha a evolução das taxas de juros.

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