Cenário exige cautela dos investidores

Cautela é a atitude mais indicada para os investidores em momentos de instabilidade como o atual. De acordo com analistas, o Brasil já tem condições para uma recuperação do mercado financeiro, com a inflação em queda e, recentemente, com o sucesso do leilão de privatização do Banespa. Porém, os fatores externos têm peso maior na conjuntura atual.A Argentina aguarda a implementação de um pacote de ajuda externa. Enquanto isso não se confirma, o investidor estrangeiro prefere migrar de ativos com maior risco, como a moeda de países emergentes, para ativos mais seguros, como o dólar. Com isso, os negócios no Brasil não conseguem recuperar-se. No caso do petróleo, os preços ainda estão muito elevados e os conflitos no Oriente Médio não saem do noticiário internacional. A desaceleração da economia norte-americana não está confirmada e o resultado financeiro das empresas negociadas na Nasdaq - bolsa dos EUA que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - estão abaixo do estimado. Todos esses são motivos de instabilidade externa e exigem cautela na hora de investir ou mudar de aplicação.E como ficam seus investimentos? Mesmo com a manutenção da taxa básica de juros - Selic -, decidida hoje em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a tendência é de queda das taxas de juros. A economia em recuperação e a inflação sob controle acenam para boas possibilidades de ganhos para quem vai investir no mercado acionário. Porém, a instabilidade do cenário externo não permite traçar um horizonte mais preciso de quando isso deve ocorrer. É importante destacar que o investimento em ações é indicado apenas para quem pode ficar com o dinheiro aplicado até que se consiga o rendimento desejado. Não há nenhuma garantia de retorno nesse tipo de aplicação, ou seja, o acionista pode perder dinheiro com a compra de papéis de empresas na Bolsa. Além disso, para conseguir bons rendimentos, é preciso que os investidores avaliem constantemente a carteira de papéis de empresas. Isso porque as perspectivas de ganhos nos diversos segmentos da economia podem ser alteradas em função de diversos fatores inerentes à economia do País. Para quem não pode avaliar a carteira com freqüência, os fundos de ações são a melhor recomendação. Nesse caso, é o gestor do fundo quem cuida da composição da carteira. No segmento de renda fixa, os fundos prefixados têm boas perspectivas de ganhos, porém em prazos mais longos. O rendimento dessas aplicações vai depender do prazo de vencimento dos papéis que compõem a carteira desses fundos. Quanto mais longos, maiores as chances de ganho. Porém, o risco é maior. Para quem busca segurança, os fundos DI (ou pós-fixados) são as melhores opções, pois a rentabilidade acompanha a evolução das taxas de juros.

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