Cenário exige cautela dos investidores

O momento atual, de melhora no cenário permite que os investidores assumam mais alguns riscos. De acordo com analistas, o Brasil já tem condições para uma recuperação do mercado financeiro, com a inflação em queda e crescimento econômico, especialmente depois da virada no cenário internacional. Desde o início de dezembro o noticiário internacional vem sendo bastante favorável aos investidores, registrando queda nos preços do petróleo, tendência de queda nos juros norte-americanos e estabilidade na Argentina depois do anúncio do pacote de ajuda financeira liderado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).Mesmo com uma tendência melhor, o FED - banco central norte-americano - ainda não baixou os juros nos EUA, apenas indicou que o faria num futuro próximo. Mas com as taxas menores de crescimento econômico observadas, os lucros das empresas vêm decepcionando, trazendo resultados negativos nas bolsas em Nova York. Portanto, se está havendo uma reversão do cenário, ela está apenas começando e ainda podem haver muitas oscilações nos mercados, afetando diretamente as aplicações no Brasil. Por isso, o investidor pode tomar opções otimistas, mas deve permanecer atento.E como ficam seus investimentos?A queda da taxa básica referencial de juros, a Selic, decidida hoje em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), indica uma retomada na tendência de queda das taxas de juros. A economia em recuperação e a inflação sob controle acenam para boas possibilidades de ganhos para quem vai investir no mercado acionário. A tendência de maior estabilidade no cenário internacional reforça essa posição.É importante destacar que o investimento em ações é indicado apenas para quem pode ficar com o dinheiro aplicado indefinidamente, até que se consiga o rendimento desejado. Não há nenhuma garantia de retorno nesse tipo de aplicação, ou seja, o acionista pode perder dinheiro com a compra de papéis de empresas na Bolsa. Além disso, para conseguir bons rendimentos, é preciso que os investidores avaliem constantemente a carteira de papéis de empresas. Isso porque as perspectivas de ganhos nos diversos segmentos da economia podem ser alteradas em função de diversos fatores inerentes à economia do País. Para quem não pode avaliar a carteira com freqüência, os fundos de ações são a melhor recomendação. Nesse caso, é o gestor do fundo quem cuida da composição da carteira. No segmento de renda fixa, os fundos prefixados têm boas perspectivas de ganhos, porém em prazos mais longos. O rendimento dessas aplicações vai depender do prazo de vencimento dos papéis que compõem a carteira desses fundos. Quanto mais longos, maiores as chances de ganho. Para quem busca segurança, os fundos DI (ou pós-fixados) são as melhores opções, pois a rentabilidade acompanha a evolução das taxas de juros.

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