Cenário exige cautela nas aplicações

Os sinais emitidos pelo presidente Lula até agora somados com os resultados obtidos nos três primeiros meses pelo novo governo têm animado mercado financeiro e investidores. O dólar parece mais inclinado à baixa, a bolsa tem retomado a valorização e o mercado de juros está confiante na queda das taxas mais à frente. Para começar, a reversão da tendência nesses mercados tem sido mais rápida e acentuada porque o câmbio estava bastante valorizado, as ações exageradamente depreciadas e os juros, elevados. A continuidade dessa tendência, contudo, vai depender, segundo especialistas, da evolução da crise econômica internacional, influenciada pela guerra no Iraque, e do andamento das reformas estruturais no País, principalmente a tributária e a previdenciária. Outro foco potencial de instabilidade está na inflação, que tem resistido a uma queda mais rápida, cujo combate exigirá, além das taxas de juro suficientemente elevadas, a aprovação de reformas que ampliem e consolidem a confiança do investidor, sobretudo o estrangeiro. O humor desse investidor é uma das fontes de pressão sobre o dólar, cuja alta leva para cima também a inflação.O Estado de S. Paulo traz hoje um caderno de 16 páginas , com todas as informações fundamentais para a tomada de decisão do investidor. O caderno traz o Ranking Invest Tracker-Estadão 2003, que identifica as melhores oportunidades nos fundos de investimento.

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