Amauri Nehn|Pagos
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Com cenário externo positivo, Bolsa sobe e dólar recua a R$ 3,71

Após correção no pregão desta quinta-feira, Ibovespa fechou em alta de 0,44%, aos 84.219,74 pontos

Silvana Rocha, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2018 | 11h17
Atualizado 19 de outubro de 2018 | 17h29

Após um dia de forte correção, a Bolsa de Valores fechou em alta de 0,44% no último pregão da semana, aos 84.219,74 pontos. O ambiente externo favorável atraiu investidores estrangeiros. O dólar, por sua vez, operou em baixa ante o real desde os primeiros negócios do dia, também influenciado pelo cenário internacional, terminando cotado a R$ 3,7151, em queda de 0,34%.

"Hoje é um dia de ajuste às quedas de ontem (quinta-feira). No exterior, isso não significa uma tendência de alta, uma vez que pesa a percepção de risco em relação ao aperto monetário dos Estados Unidos", disse Nicolas Balafas, da Planner Corretora. "No plano interno, o mercado já pavimenta uma alta com o candidato pró-mercado Jair Bolsonaro dando sinalizações ainda superficiais, mas positivas."

Nesta sexta-feira, as bolsas chinesas embarcaram num rali à medida que autoridades do governo da China vieram a público de maneira coordenada para tranquilizar investidores após a divulgação de números de crescimento econômico abaixo do esperado. Investidores apostam nas ações do governo chinês para conter esse movimento.

Na cena interna, com as pesquisas de intenção de voto sinalizando liderança com folga de Jair Bolsonaro (PSL), os agentes de mercado voltam os olhos para a formação da equipe econômica do eventual futuro presidente, principalmente para a presidência do Banco Central, uma vez que Paulo Guedes já está definido como ministro da Fazenda. Guedes mostra preferência pela manutenção de Ilan Goldfajn no cargo, mas rumores de que ele não ficaria no cargo desencadearam, na tarde de quinta, certa cautela dos investidores pelas incertezas inerentes ao tema.

Destaque ainda para leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), no qual o único proponente, São Paulo Energia, levou o controle da empresa por R$ 1,699 bilhão. As ações preferenciais da Cesp fecharam em alta de 16,12%, a R$ 17,65, enquanto as ordinárias subiram 25,93%, a R$ 17.

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