Cenário externo deixa mercado instável

O mercado financeiro não conseguiu manter o otimismo registrado ontem. Notícias do mercado externo influenciaram de forma negativa os mercados. O resultado foi é queda de 2,66% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e alta dos juros e dólar. No início da tarde, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,000% ao ano, frente a 16,860% ao ano registrados ontem. O dólar está cotado a R$ 1,8570na ponta de venda dos negócios - alta de 0,49% em relação aos últimos negócios de quinta-feira. Nos Estados Unidos, dados sobre o desemprego no país, que caiu para 3,9% em setembro quando o esperado era 4,1%, e anúncio de empresas como a Veeco Instruments, do setor de semicondutores, revelando queda nos resultados do último trimestre do ano deixaram os investidores apreensivos. No pior momento da manhã, a Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - chegou a cair 3,4% e o índice Dow Jones - que mede a valorização dos papéis mais negociados na Bolsa de Nova York - recuou até 1,07%.Com os bons indicadores internos, a Bovespa tenta superar as quedas de Nova York. No médio prazo, as expectativas continuam boas para o investimento em ações. As privatizações não estão no ritmo acelerado de 1998, mas a agenda de leilões entre o fim de 2000 e o começo de 2001 deve ser movimentada. O Banestado vai a leilão no dia 17 de outubro e, em 20 de novembro, será a vez do Banespa. Depois, dia 6 de dezembro, será a vez do leilão da Cesp. A notícia divulgada pelas agências internacionais no meio da manhã, de que o vice-presidente da Argentina, Carlos Álvarez, pode pedir demissão hoje não teve efeito relevante na bolsa, que já estava operando em baixa junto com o Nasdaq. Porém, o mercado de câmbio assimilou os efeitos negativos. O dólar, que já vinha em tendência de alta em função do aumento do preço do petróleo, subiu ainda mais. Outra preocupação: o Japão anunciou o fechamento de um dia de perda na bolsa. O desempenho foi decorrente de um terremoto que atingiu o país e levantou temores de que a reconstrução das áreas atingidas comprometa a retomada econômica.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2000 | 15h17

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