Cenário externo derruba mercado no Brasil

O mercado financeiro iniciou a semana preocupado com o futuro dos juros e da inflação. A provável alta dos juros nos Estados Unidos, quarta-feira, e no Brasil, na próxima semana, além de um reajuste dos preços de combustíveis e conseqüente aumento da inflação estão fazendo a bolsa cair e o dólar e os juros futuros subirem. O contrato de juros para dezembro, primeiro a vencer após a próxima reunião do Copom, embute alta próxima a 0,5 ponto percentual na Selic. No início da tarde o dólar valia R$ 2,83, em alta de 0,53%. A bolsa recuava 1,85%. Ainda contribuiu o alerta do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet, porta-voz do G-10, grupo que reúne os dez maiores bancos centrais, de que o crescimento econômico global e a alta dos preços do petróleo poderão afetar os índices de inflação. "Manter a inflação dentro da meta inflacionária é um fator muito importante para todos as economias do mundo", disse. Mesmo com a expectativa de aumento da taxa de juros, o dólar atingiu hoje nova mínima histórica ante o euro sob o impacto da preocupação dos investidores sobre a capacidade dos EUA de financiarem seus déficits orçamentário e em conta corrente. A moeda criada em 1999 pelos países europeus e que chegou a cair a US$ 0,90, em 2000, bateu hoje US$ 1,2988. Trichet considerou "brutal" o movimento recente de declínio do dólar frente euro.

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