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Cenário externo deve definir reação da Bovespa

O momento ainda é de muitas incertezas e, para o mercado de ações, fica ainda mais difícil afirmar quando haverá uma recuperação dos negócios, segundo os analistas. A nova regra estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) provocou uma alta momentânea na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas isso não significa que o preço dos papéis não possa voltar a recuar (veja mais informações no link abaixo). Analistas são unânimes em afirmar que o investimento em ações é recomendado apenas para quem pode esperar por tempo indeterminado. "Deve investir em Bolsa quem pode esperar pelo tempo necessário a valorização pretendida. E, neste período, o investidor precisa estar preparado para possíveis perdas", afirma o estrategista do Deutsche Bank, José Cunha.O diretor de operações com clientes da Lloyds Asset Management, Gilberto Poso, destaca que, apesar da Bolsa já estar em níveis muito baixos - os mesmos registrados após a crise da Rússia -, não há nenhuma certeza de que o preço das ações já chegou ao nível mais baixo. Na sexta-feira, o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bovespa - encerrou o dia em 10.635 pontos. Poso acredita que, no final do ano, o Índice não deve ficar abaixo dos 10 mil pontos, mas, até lá, pode oscilar muito. Diante deste cenário, ele avalia que este é um bom momento para começar a investir em ações, tomando o cuidado de direcionar para este mercado apenas os recursos que não têm uma data definida para resgate.O diretor da ABN Amro Asset Management, Mailson Hykavei, tem a mesma opinião. Segundo ele, sem levar em conta as incertezas do cenário externo e, tomando como base apenas o potencial de valorização das ações, agora é um momento favorável para quem quer começar a formar uma carteira de ações. Ele também ressalta que, caso o investidor tenha um prazo definido para resgate, o risco é extremamente elevado. Segundo Hykavei, são muitas variáveis: a economia norte-americana, as perspectivas para a economia mundial, a crise argentina e as eleições no Brasil no próximo ano. "Todas elas precisam ter uma definição mais clara e mais favoráveis para que a Bolsa retome uma tendência de alta consistente. Antes disso, ainda existe o risco de novas baixas", diz Hykavei. Veja nos links abaixo os setores e ações com as melhores perspectivas, segundo os analistas. Confira também o impacto da decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o mercado de ações.

Agencia Estado,

02 de outubro de 2001 | 11h48

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