Cenário externo influencia negócios

Apesar do aumento da produção do petróleo, determinado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na quarta-feira, que elevou em 708 mil barris por dia, o preço do óleo continua subindo e é o principal foco de atenções. Há o receio de que o banco central norte-americano (FED), que se reúne na próxima semana para decidir a nova taxa de juros nos Estados Unidos, seja influenciado pelos preços do óleo em sua decisão, que tem como objetivo conter pressões inflacionárias.Não existe um consenso entre os analistas sobre qual será a decisão do FED, se os juros norte-americanos ficam em 6,5% ao ano ou se sobem novamente. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, chegou a afirmar que, caso o preço do petróleo não caia, a economia norte-americana poderá sofrer sérios problemas. Na opinião de Clinton, o aumento determinado pela Opep é insuficiente para que o preço do barril oscile entre US$ 25 e US$ 30. Na última cotação apurada pela Broadcast - serviço de notícias em tempo real da Agência Estado -, os contratos futuros de petróleo com vencimento em agosto eram cotados a US$32,23.O mercado interno preocupa-se com o que o FED pode decidir sobre os juros nos Estados Unidos. Caso haja uma nova alta, os investimentos lá tendem a ficar mais atraentes, o que pode repercutir em todas as economias mundiais. No caso do Brasil, o País pode perder investimentos e ficar menos atraente ao investidor internacional. Dependendo do quadro, isso pode exigir mudanças nas taxas de juros brasileiras. Mercado financeiro absorve nervosismo do cenário internacional Em função das incertezas em relação ao cenário externo, o preço do dólar continua em alta. No início da tarde, o dólar estava cotado em R$ 1,8230, uma alta de 0,60% em relação ao fechamento oficial de quarta-feira. Durante a manhã, foram registrados poucos negócios no mercado de câmbio nessa sexta-feira em função do feriado de ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deixou de lado o otimismo gerado pela queda da taxa básica de juros Selic, de 18,5% para 17,5% ao ano, e acompanhou o desempenho das Bolsas de Nova Iorque. A Bolsa paulista fechou a manhã em queda de 0,92% e volume financeiro de R$ 528 milhões. A Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia ações de empresas do setor de tecnologia - registrou queda de 1,21%. O Dow Jones - principal índice de ações da Bolsa de Nova Iorque - fechou a manhã em alta de 0,78%. No mercado de juros, os contratos de swap prefixados com base em 252 dias úteis registravam, no final da manhã, taxas de 18,80% ao ano.

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