Cenário externo mantém instabilidade

O cenário externo continua ditando o ritmo dos negócios no mercado financeiro brasileiro. De acordo com apuração da editora Cynthia Decloedt, a inesperada queda nos estoques de petróleo e óleo para calefação norte-americanos, anunciada pelo Instituto Americano de Petróleo (API) ontem, provoca uma pressão de alta nos preços do produto. Há pouco, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em novembro estavam em alta de 0,50% em Londres, a US$ 32,35 por barril. O desempenho do mercado acionário norte-americano também deixa os investidores apreensivos. Ontem, a Nasdaq - bolsa que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet nos Estados Unidos - registrou queda de 3,43%. Os resultados trimestrais de empresas norte-americanas frustam as expectativas dos investidores, que vinham pagando muito caro pelos papéis de companhias do setor de tecnologia e Internet. A Lucent, empresa de tecnologia importante dentro do Nasdaq, divulgou alerta negativo sobre seus resultados e hoje saem os números da Advanced Micro Devides e da General Electric.No cenário interno, as notícias continuam positivas mas o mercado financeiro brasileiro não consegue superar o impacto negativo do mercado externo. No início da manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado de setembro ficou em 0,23%. Em agosto, o número fechou em 1,31%. Mesmo com mais um número indicando recuo da inflação, os juros e dólar voltaram a subir hoje, no início do dia. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,050% ao ano, frente a 16,990% ao ano registrados ontem. A moeda norte-americana está cotada a R$ 1,8620 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,27% em relação aos últimos negócios de ontem.

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