Cenário externo mantém mercado incerto

O mercado financeiro mantém-se instável diante das incertezas do cenário externo - a alta do preço do petróleo, a queda do Euro e a queda no resultado das empresas norte-americanas. Ontem, essa instabilidade foi comprovada por uma forte queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - baixa de 2,50% -, provocada pelo expressivo movimento de venda dos papéis. Nessas operações, o objetivo dos investidores é estancar a continuidade do prejuízo com o investimento. Os operadores chamam esse movimento de "stop loss". Para hoje, as perspectivas ainda são de um cenário incerto. O preço do barril do petróleo bruto, negociado em Londres, esta cotado a US$ 30,21 - queda de 0,33%. A Bovespa abriu em alta e há pouco registrava queda de 0,30%. O dólar comercial é negociado a R$ 1,8500 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,05% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,030% ao ano, frente a 17,080% ao ano registrados ontem. No início da manhã, conforme apuração do editor Gustavo Freire, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O material indica que não devem ocorrer reajustes nos preços do combustíveis. Por conta disso, as metas de inflação para esse ano - de 6% com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais - e para 2001 - de 4% - devem ser cumpridas. Os índices de inflação começam a recuar a partir desse mês. De acordo com analistas, ainda é cedo para voltar ao cenário mais otimista, quando eram previstos cortes mais significativos nas taxas de juros. O preço do petróleo ainda preocupa e, enquanto o cenário não estiver definido, os juros não devem baixar.

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