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Cenário externo positivo reforça fluxo de moeda e dólar cai

É a 4ª sessão consecutiva em que o dólar fecha na mínima desde outubro de 2000

Reuters

12 de julho de 2007 | 16h46

O dólar voltou a cair mais nesta quinta-feira, 12, em meio à contínua entrada de capitais no país. O ingresso foi favorecido pelo ambiente positivo nos mercados estrangeiros nesta sessão. A moeda norte-americana caiu 0,95% e encerrou cotada a R$ 1,8740. É a quarta sessão consecutiva em que o dólar fecha na mínima desde outubro de 2000. O ingresso de divisas derrubou a cotação do dólar desde a abertura da sessão, segundo operadores. Nos primeiros seis meses do ano, o país acumulou um fluxo cambial positivo de US$ 51,627 bilhões, montante que supera o registrado em todo o ano de 2006 - US$ 36,270 bilhões. Luiz Pizani, operador de câmbio da corretora Liquidez, disse que o fluxo comercial, trazido pelas exportações, continua forte neste mês, mas o destaque das últimas sessões tem sido o ingresso de capitais para investir na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). "Esse mês está repleto de operações desse tipo (na bolsa). Um exemplo é o IPO (oferta pública inicial) do Redecard... com um volume muito grande de recursos", disse Pizani. Julho deve ser um dos melhores meses para as ofertas públicas de ações na história da bolsa paulista, que bate sucessivos recordes de pontuação e já acumula valorização próxima a 30% em 2007. Mercado americanoO bom desempenho dos mercados externos contribuiu para o apetite dos investidores estrangeiros nesta sessão. Em Nova York, os principais índices acionários subiam mais de 1% durante a tarde, com recorde de pontuação no Dow Jones. O mercado era impulsionado pelo otimismo trazido pelas vendas das empresas varejistas, pela forte alta da mineradora Alcoa e pelo avanço do petróleo, que estimulava as ações de petrolíferas. No final da sessão, o Banco Central voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. Ao contrário da véspera, porém, a operação não sustentou a cotação da moeda norte-americana, apesar de o BC aceitar pelo menos 12 propostas. A autoridade monetária definiu corte a R$ 1,8790.

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