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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Cenário externo se agrava e mercado reage

As bolsas norte-americanas abriram em queda nesta quinta-feira. Pouco depois da abertura, às 10h38, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera em baixa de 0,16%. A Nasdaq, bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - recua 0,47%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha a queda e chegou ao patamar mínimo do dia, em 34.793 pontos, em queda de 1,33%. O dólar comercial opera em alta de 0,67%, cotado a R$ 2,2550.A tensão com a perspectiva de as taxas de juro subirem nos EUA, acompanhada da elevação de 0,25 ponto porcentual no juro europeu - o qual o presidente do Banco Central sugeriu ainda não ser suficiente - e das inesperadas elevações de juro na Coréia do Sul e na Índia, devem continuar incomodando os investidores ao longo do dia.Na Ásia, tais preocupações produziram perdas de 3% na Bolsa de Tóquio. A Bolsa da Coréia do Sul caiu mais de 2% com a alta de 0,25 ponto porcentual no juro de referência, porque a medida não era esperada.A Índia anunciou na manhã de hoje a elevação também inesperada da taxa de referência, de 0,25 ponto porcentual. A Índia enfrenta sério problema de saída de investidores e no atual momento é o país mais atingido pela turbulência. Nas últimas três semanas, os fundos estrangeiros sacaram US$ 2,7 bilhões da bolsa. Com a alta do juro, o governo do país pretende segurar a saída de recursos.Ata e inflaçãoNo mercado interno, o dia começou com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 15,75% para 15,25% ao ano. O documento mostrou que, mesmo reconhecendo que a volatilidade internacional gera incertezas em relação à inflação futura, o BC continua considerando esse quadro como transitório.A ata do Copom trouxe como novidade em relação ao documento anterior justamente a análise do cenário externo. O Copom diz que "é forçoso reconhecer que o aumento recente na volatilidade nos mercados financeiros internacionais) gerou uma elevação na incerteza em relação ao comportamento futuro da inflação".E afirma também que, na eventualidade de se verificar "uma exacerbação dos riscos", a política monetária "será prontamente adequada às circunstâncias". Ou seja, os juros poderiam deixar de cair ou o ritmo dessa queda no futuro poderia ser menor.O petróleo foi citado como outra preocupação, com preços em patamares elevados e excessivamente voláteis. A palavra "parcimônia" (em relação à política monetária), introduzida na ata anterior, foi repetida no texto divulgado hoje.Contudo, ficou claro que o Copom tem uma visão menos pessimista em relação ao cenário externo. De acordo com o texto, as causas principais da instabilidade externa têm "caráter transitório", ao mesmo tempo em que destaca os "sólidos fundamentos da economia brasileira". Ou seja, o documento veio dentro do conservadorismo esperado pelo mercado, mas não tão pesado quanto poderiam imaginar alguns.A divulgação do Índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência para a meta de inflação, de maio foi uma boa notícia e ajudou a tranqüilizar o mercado. O Índice ficou em 0,10%, ante 0,21% em abril, sendo a queda no preço do álcool (-11,06%) o principal fator responsável pela baixa do resultado geral. Em 12 meses, o IPCA está em 4,23%, abaixo da meta de 4,50%. É a primeira vez, neste ano, que a inflação acumulada em 12 meses fica abaixo da meta fixada para o ano.

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