Cenário internacional influencia mercado

O cenário internacional continua influenciando o mercado financeiro brasileiro. Hoje, a Kodak - maior companhia de produtos fotográficos do mundo - advertiu que seu lucro ficará abaixo do esperado. A desvalorização do euro em relação ao dólar é um dos motivos apontados, já que a Europa é uma das principais regiões importadoras de produtos norte-americanos. Durante a manhã, o euro manteve-se próximo de US$ 0,88, graças a fortes especulações de que os maiores Bancos Centrais podem voltar a intervir no mercado para sustentar a moeda. Operadores disseram, no entanto, que o sentimento de desconfiança em relação ao euro continua e que a ameaça de intervenção era o único fator de sustentação da moeda. A moeda européia oscilou entre US$ 0,8834 na máxima e em US$ 0,8727 na mínima. Ontem, fechou em US$ 0,8748.Além disso, o preço do barril do petróleo vem mantendo a tendência de alta. As especulações sobre os níveis dos estoques norte-americanos da produto, cujos números deverão ser apresentados pelo Instituto Americano de Petróleo após o fechamento do mercado, também provocam instabilidade. No início da tarde, o preço do barril do petróleo bruto, negociado em Londres, estava cotado a US$ 30,65 - alta de 0,41%.Como está o mercado?A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) continua com baixo volume de negócios - apenas R$ 200 milhões na primeira parte do pregão. Ela opera em alta de 0,55%. A Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - registra queda de 0,39%. O índice Dow Jones - que mede a valorização dos papéis de empresas mais negociadas na bolsa de Nova York - acumula baixa de 1,16%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,090% ao ano, frente a 17,120% ao ano registrados ontem. O dólar é negociado a R$ 1,8490 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,05%.Os fundamentos da economia brasileira estão positivos. Mesmo assim, o mercado não dá sinais de recuperação. A expectativa de melhora do rating (classificação) do Brasil, considerada pelos analistas como um fator essencial para a reversão do sentimento pessimista apresentado pelos investidores, não deve vir logo. Diretores da agência de avaliação de risco Standard & Poor´s comentaram ontem que essa melhoria só deve vir após as eleições. Veja mais informações no link abaixo.

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