Cenário otimista para Fundos de pensão

A segunda pesquisa econômica para a indústria de fundos de pensão brasileira, preparada pela consultoria William M. Mercer, aponta um cenário mais otimista para o setor e para o mercado de capitais no País. Os 23 administradores de recursos dos fundos consultados apostam em um melhor desempenho das ações. Segundo eles, o Ibovespa deverá fechar o primeiro semestre deste ano com uma taxa de retorno média de 20,6% e na segunda metade do ano, de 15%. O índice terminou o ano passado com uma perda acumulada de 10,7%. Para o IBX, a taxa esperada para o primeiro semestre é de 19,6% e, nos últimos seis meses do ano, de 16,4%. Os gestores prevêem que, no primeiro semestre, a maior parte dos recursos dos fundos de pensão será destinada para renda fixa (64,5%), enquanto o seguimento de renda variável deverá ficar com 29,7%. De junho a dezembro de 2001 a previsão dos administradores é semelhante: 65,5% dos recursos será destinado para renda fixa e 29% irá para renda variável. As ações de primeira linha continuarão a receber maior atenção por parte dos investidores, atraindo no primeiro semestre 73,4% de todos os recursos aplicados em renda variável. Já na segunda metade do ano, a expectativa dos administradores é de uma redução das aplicações neste tipo de papel, para 65,6%, com as ações de segunda linha despontando como uma nova alternativa. O setor de telecomunicações, de acordo com a pesquisa, sai disparado na preferência dos executivos, com a maior parte deles classificando-os como "de maior atratividade". Outro segmento bastante lembrado foi o de energia elétrica, seguido por siderurgia, alimentos, bancos, comércio e petroquímico. Na lista dos segmentos mais atrativos para investimentos no Brasil, não receberam indicações os ramos de brinquedos, transporte aéreo e Internet.

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