Dida Sampaio/Estadão
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Cenário turbulento na economia e na política dificulta previsões

Elementos subjetivos, como a disposição do Congresso em aprovar matérias de interesse do governo e impactos da Operação Lava Jato, ganharam peso

Denise Abarca e Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2015 | 02h03

SÃO PAULO - O cenário turbulento nas áreas política e fiscal está desafiando os modelos econométricos usados pelo mercado na elaboração das projeções das principais variáveis da economia, sobretudo inflação e atividade. Economistas consultados pelo Broadcast, serviço em tempo real de notícias da Agência Estado, relatam que está cada vez mais complicado estimar os números, na medida em que agora têm de aumentar o peso de elementos subjetivos, como a disposição do Congresso em aprovar matérias de interesse do governo, e impactos da Operação Lava Jato.

Não por acaso, as revisões de cenários prospectivos têm ocorrido num ritmo mais acelerado nos últimos meses, na medida em que crescem as incertezas. Na área fiscal, a falta de consenso entre governo e Congresso na votação das matérias para as contas públicas, a desfiguração das propostas originais feitas pelos parlamentares para aprovar os textos e a recessão que afeta o ritmo de arrecadação estão entre as dificuldades dos analistas para chegar a um número confiável, por exemplo, para o resultado primário e estabilização da relação dívida/PIB nos próximos anos. E isso tem um efeito cascata na projeção de outras variáveis.

"Há modelos keynesianos como o Samba, do Banco Central, em que o pressuposto é o equilíbrio fiscal. Se isso não existe, os modelos ficam extremamente voláteis", disse o economista-chefe da Caixa Asset, Rodrigo Abreu. Ele explica que, sem a perspectiva de geração de primário, a relação dívida/PIB entra em trajetória de rápida deterioração e compromete, por exemplo, o cálculo sobre em quais níveis "a inflação tem de rodar para estabilizar a dívida".

"As medidas estruturais estão bem anuviadas. Modelos que são mais simples, como os do PIB, perderam muito em precisão. Há elementos subjetivos, tipo Lava Jato e questões políticas, que não dá para modelar. Então, acabamos por usar mais bom senso do que seria razoável. Mas aí já não é mais econometria", avalia o economista-chefe da Garde Asset, Daniel Weeks.

Álvaro Bandeira, economista-chefe da ModalMais, lembra que as incertezas políticas ganharam força com as dúvidas sobre a permanência no poder, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

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