Cenários político e econômico influenciam mercado

A baixa cotação do dólar que vinha sendo mantida nas últimas semanas atraiu importadores e empresas que têm dívidas em dólar. Aproveitando a baixa nas cotações, eles compram moeda para pagamento de dívidas. Isso fez com que surgisse uma pequena pressão de alta no preço do dólar. Há pouco, a cotação da moeda norte-americana estava em R$ 1,7900 na ponta de venda - estável em relação ao últimos negócios de ontem.Mesmo assim, os analistas não esperam que essa pressão de alta seja mantida por muito tempo, já que o fluxo de recursos para o País continua superando a saída de dólares. Por outro lado, a questão política em relação ao caso da obra superfaturada do fórum trabalhista de São Paulo começa a preocupar novamente os investidores. Espera-se para amanhã o depoimento de Eduardo Jorge, ex-secretário geral da presidência da República. O grande temor do mercado financeiro é que sejam levantadas suspeitas em relação ao envolvimento do presidente Fernando Henrique Cardoso com o caso. Isso poderia gerar uma perda de confiança na política econômica do governo, desestabilizando o mercado financeiro. Juros nos Estados Unidos e no Brasil Começam as apostas em relação a uma possível alta dos juros nos Estados Unidos. O banco central norte-americano (FED) volta a se reunir no dia 22 de agosto para fazer uma reavalição das taxas. Desde junho de 1999, o FED já promoveu seis aumentos, passando os juros de 4,75% para 6,5% ao ano. O último aumento aconteceu em maio desse ano. Diante disso, os analistas não esperam um novo corte da taxa básica de juros - Selic - no Brasil. O Comitê de Política Monetária deverá decidir sobre a questão na próxima reunião, que acontece nos dias 22 e 23 de agosto. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 17,88% ao ano no início da manhã.O mercado acionário também continua atento à questão política no cenário interno e às perspectivas para os juros norte-americanos. Além disso, os maus desempenhos registrados pela Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis de empresas do setor de tecnologia e Internet -, nas últimas semanas, continuam influenciando o resultado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Há pouco, a Bovespa operava em alta de 0,59%.

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