JOHN MACDOUGALL/AFP
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Veja o que o anúncio do referendo pode causar na Grécia

O governo grego quer consultar a população sobre as medidas impostas pelos credores para liberar mais dinheiro; votação precisa de participação mínima de 40%

REUTERS

29 de junho de 2015 | 10h33

O plano do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, de realizar um referendo no dia 5 de julho sobre as exigências de austeridade dos credores praticamente acabou com as conversas por ajuda, deixou o país perto do calote e de uma crise financeira que pode abrir caminho para uma saída da zona do euro.

A decisão desencadeou uma forte reação de partidos de oposição pró euro, e uma série de reuniões entre vários líderes partidários estimularam conversas de vários cenários para evitar a saída da Grécia do bloco monetário. Aqui estão algumas das opções especuladas:

INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE

O presidente tem um cargo cerimonial na Grécia, mas pode intervir em caso de emergência nacional - renunciando ao cargo.

Se o presidente renunciar, o referendo será suspenso até que um novo presidente seja eleito, o que exige que o candidato ganhe com uma maioria de três quintos no Parlamento.

Como o governo liderado pelo partido Syriza não tem uma maioria de três quintos no Parlamento, isso levaria a novas eleições nacionais, segundo o especialista constitucional grego Nikos Skoutaris, professor de lei da União Europeia na Escola de Direito da Universidade de East Anglia.

BAIXA PARTICIPAÇÃO NO REFERENDO

A participação em referendos não é obrigatória na Grécia, e eles são vistos como um "processo consultivo". Mas para ser validado, é necessário uma participação mínima de 40%. Caso esse porcentual não seja atingido, o referendo não será considerado consultivo e será simplesmente engavetado.

VITÓRIA DO "SIM" AOS TERMOS DO ACORDO

O governo da Grécia tem dito que respeitará o resultado do referendo, apesar de estar defendendo que os gregos digam "não" à proposta de resgate dos credores. No entanto, analistas dizem que seria quase politicamente impossível implementar um programa ao qual o governo tem se oposto de maneira tão forte. Nesse caso, o premiê, Alexis Tsipras, provavelmente renunciaria e convocaria novas eleições.

Questionado se o governo renunciaria caso os gregos votem pelo "sim", o ministro de Energia, Panagiotis Lafazanis - um político próximo de Tsipras - disse: "Sim, haveria repercussões políticas".

GOVERNO DE "UNIÃO NACIONAL"

Um "sim" dos eleitores não significa automaticamente eleições antecipadas, mesmo se isso causar o colapso do governo.

Se Tsipras renunciar, o presidente pode chamar líderes de partidos da oposição para tentar formar um governo de minoria e multipartidário entre as legendas pró euro, como o centrista To Potami, o partido de centro esquerda Pasok e o conservador Nova Democracia, para implementar o programa de resgate aceito pelos gregos.

VITÓRIA DO "NÃO" NO REFERENDO

Autoridades do governo grego dizem que uma vitória do "não" fortaleceria sua posição de negociação com credores, apesar de autoridades da zona do euro afirmarem que a oferta deles expira ao fim do resgate da Grécia em 30 de junho. Um vitória do "não" quase certamente fecharia as portas para mais ajuda de credores, deixando o país em terreno desconhecido e acelerando sua saída do euro.

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