Felipe Rau/Estadão
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Centauro foi criada depois de primeiro negócio de fundador falir

Sebastião Bomfim Filho, dono da rede de artigos esportivos, fez parte de núcleo de empresários bolsonaristas em 2018

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 21h07

Foi com cerca de US$ 10 mil que o empresário Sebastião Bomfim Filho, então com 26 anos, tomou a decisão de abrir a primeira loja da Centauro. O negócio, que hoje vale mais de R$ 9 bilhões e se tornou nesta quinta, 6, o dono de toda a operação comercial da Nike no Brasil, surgiu em um momento difícil para o empresário. Foi uma tentativa de Bomfim Filho de “dar certo” depois que seu primeiro empreendimento, uma fábrica de balanças, se viu à beira da falência.

Fundada em 1981, a Centauro abriu sua primeira loja no bairro Savassi, reduto de classe média alta de Belo Horizonte. A decisão de investir em uma loja de artigos esportivos foi instintiva e partiu da observação de que um número cada vez maior de brasileiros praticava uma gama considerável de esportes, mas não havia uma rede que reunisse os produtos necessários. No fim dos anos 1980, o fundador já contabilizava 22 pontos de venda, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Brasília.

A chegada do grupo a São Paulo também marcou o início de um projeto que deu visibilidade à rede: a abertura megastores. A primeira loja do gênero foi inaugurada no Shopping West Plaza, em 1998, com 2 mil metros quadrados, com dez vezes o tamanho médio dos pontos da rede até então. Hoje, a Centauro tem 209 lojas no Brasil.

Em 2018, durante as eleições presidenciais, Bomfim Filho se tornou um dos principais apoiadores de Jair Bolsonaro, tendo até trabalhado para convencer outros empresários a declarar apoio ao então candidato do PSL. “Tive uma reunião face to face com Bolsonaro e vi um cara com posições fantásticas”, afirmou ele ao Estado, em agosto daquele ano.

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