Centrais cobram de Lula correção da tabela do IR

Os presidentes das centrais sindicais do País ? Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) - enviaram hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta na qual cobram a correção da Tabela do Imposto Renda (IR). No documento, os sindicalistas afirmam que a não correção da tabela do IR "joga a conta das dificuldades do governo sobre as costas dos trabalhadores". Eles registram o compromisso das centrais com o equilíbrio fiscal e com a apoio à reforma tributária, a qual, segundo os presidentes das entidades, deve incluir a atualização anual obrigatória da tabela do IR. Eles destacam que essa atualização deve ser capaz "de produzir um perfil de distribuição de renda mais justo e favorecer o crescimento econômico, a estabilidade de preços, combater a sonegação e recuperar a capacidade de investimento do poder público".Dizem ainda que o equilíbrio fiscal não pode ser alcançado com "perdas ainda maiores para os assalariados". No documento, apontam que, segundo técnicos do Dieese, em 2003 um montante de R$ 5,3 bilhões deixará de circular na economia em razão da não-atualização da tabela do IR, conforme os percentuais devidos desde 1996. "Isto, por sua vez, tem reflexos diretos na redução do consumo, da produção e do emprego", observam. Bandeira históricaOs sindicalistas escrevem ainda que a atualização da tabela do IR foi, durante toda a gestão FHC, uma bandeira histórica do sindicalismo brasileiro. "Aliás, com várias categorias em campanha salarial, as centrais sindicais querem registrar que, com a não-atualização da tabela, parte significativa dos reajustes conquistados serão automaticamente corroídos, apenas pelo fato dos novos valores estarem enquadrados em novas faixas de contribuição com alíquotas mais elevadas", comentam. Os presidentes das centrais sindicais encerram a carta afirmando que esperam do presidente Lula "providências" no sentido de rever esta decisão. Assinam a carta os presidentes da CUT, Luiz Marinho, Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, Laerte Teixeira Costa, presidente da CAT, Ubiraci Dantas, vice-presidente da CGTB e Canindé Pegado, secretário-geral da CGT no exercício da presidência.

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