Centrais lançam campanha para reduzir jornada de trabalho

Representantes das seis centrais em atividade no País lançaram nesta segunda-feira, na Assembléia Legislativa de São Paulo, uma campanha unificada para a redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, sem redução do salário. Os presidentes das duas maiores centrais, CUT e Força, Luiz Marinho e Paulo Pereira da Silva, avaliam que o governo Lula deu pouca atenção para a questão do emprego. "Os projetos são interessantes, mas insuficientes", disse Marinho. O presidente da Força afirmou que o governo "está preocupado com o avião dele, com a manutenção da política econômica que cria desemprego e que quebra as empresas, e não com emprego". O presidente da CUT disse que as centrais querem "ao emprego a mesma atenção que é dada ao controle da inflação, da economia, dos juros e na relação com o empresariado e com as exportações". Para Marinho, a melhor opção é abrir o diálogo entre governo, trabalhadores e empresários para que a Proposta de Emenda Constitucional que prevê a redução da jornada sem diminuição dos salários, tenha tramitação acelerada no Congresso. Na avaliação de Paulinho, é preciso que essas negociações venham acompanhada de manifestações públicas e protesto para pressionar o Congresso e o Poder Executivo. Baseada em estudos do Dieese, os sindicalistas argumentam que a redução da jornada de trabalho, adotada juntamente com o controle das horas extras, poderá criar 2,8 milhões de empregos. Para eles, a baixa atividade econômica não é argumento para os empresários não diminuírem a jornada de trabalho. "Conseguimos contemplar na Constituinte de 1988 a redução da jornada de 48 horas para 44 horas semanais. A economia naquela época estava mais ou menos na mesma situação que está hoje", disse Marinho.

Agencia Estado,

15 Março 2004 | 17h38

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