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Centrais prometem protestos pelo País

Sindicalistas se reúnem com Mantega por mais de duas horas e saem sem respostas

CÉLIA FROUFE, EDUARDO CUCOLO, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2012 | 03h04

Munidos de uma série de reivindicações, representantes de cinco centrais sindicais estiveram reunidos ontem por mais de duas horas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas saíram de lá sem respostas para suas demandas.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), comentou que o ministro deu apenas prazos para se manifestar, mas, na prática, "não resolveu nada".

Sem se entusiasmar com as promessas do ministro Guido Mantega, as centrais Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores (CUT) prometeram protestos por todo o País nos próximos dias.

"As manifestações vão continuar e as greves também", disse o presidente da CUT, Artur Henrique. "Os protestos são um instrumento para pressionar o governo a atender às nossas reivindicações", acrescentou o sindicalista. "O governo está muito lento; não avança nas negociações. Por isso vamos colocar os trabalhadores nas ruas", avisou Paulo Pereira da Silva.

Na lista de pedidos das centrais está a isenção do pagamento de Imposto de Renda sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e em abonos. Os sindicalistas disseram que o ministro ficou de estudar a proposta, mas informou que o impacto de uma medida desse tipo custaria R$ 5 bilhões aos cofres públicos.

Pelas contas das centrais, o impacto seria menor, de R$ 1,8 bilhão. Sobre esse assunto, Mantega teria ficado de se pronunciar em 15 dias.

Veículos. As centrais querem ser ouvidas sobre a nova política automotiva do governo e reivindicaram que o porcentual de conteúdo nacional de partes e peças de carros produzidos no País suba de 8% para 21%. Também pediram mais investimentos e garantia de empregos no setor.

Uma resposta deverá ser dada pelo governo na quinta-feira da próxima semana, quando Mantega voltará a se reunir com as centrais sindicais.

Os representantes dos trabalhadores disseram que foram informados de que a Fazenda criará uma comissão para analisar o impacto das desonerações na folha de pagamento de alguns setores da indústria sobre as contas da Previdência e o emprego. Além de Força e CUT, também estiveram reunidas com o ministro a União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

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