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Centrais propõem a Palocci 10% de correção no IR

Depois de pressionarem por um reajuste de "no mínimo" 17%, os dirigentes de seis centrais sindicais resolveram apresentar ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, uma proposta de correção de 10% da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 2005. O valor é menor que os 17% da inflação acumulada nos dois primeiros anos do governo Lula. Em troca de um reajuste menor, os sindicalistas querem o compromisso do ministro de que o governo vai corrigir a tabela pela inflação acumulada até o final do mandato do presidente, em 2006.Com o compromisso, o governo asseguraria o resíduo de 7 pontos porcentuais da defasagem dessa correção dos dois primeiros anos e mais a inflação dos dois últimos anos do governo Lula. "Entraríamos o ano de 2007 sem nenhuma defasagem na tabela do Imposto de Renda", afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Luiz Marinho. Segundo ele, o ministro Palocci se comprometeu a dar uma resposta na próxima quarta-feira.Depois de duas hora de reunião com o ministro, os sindicalistas saíram do encontro confiantes de que o governo vai aceitar a proposta. Segundo o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Palocci disse na reunião que é possível "fazer um acordo". Para mostrar a disposição do ministro, Pereira da Silva chegou a comentar uma declaração que Palocci teria dito no encontro: "Se fosse para desgastar o governo e vocês falarem mal de mim, eu não chamaria para a reunião. Chamei porque estou disposto a resolver".Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo, será uma vitória para os trabalhadores caso o governo aceite corrigir a tabela pela inflação até o final do governo. "Conseguiríamos o que nenhum governo concedeu", disse ele. Os dirigentes das centrais sindicais também querem incluir na proposta de Reforma Tributária a obrigatoriedade da correção anual da tabela.Pelos cálculos dos sindicalistas, a correção da tabela em 10% em 2005 representaria uma perda de R$ 3,2 bilhões na arrecadação do imposto. Com a correção total de 17%, a perda poderia chegar a R$ 5 bilhões. Isso porque o governo estima que, sem a correção, a arrecadação do IRPF em 2005 seria de aproximadamente R$ 30 bilhões. Com o reajuste, a arrecadação cairia para R$ 26,8 bilhões. Os sindicalistas, no entanto, preferem dizer que não seria "uma perda", mas apenas que o crescimento da arrecadação em relação a 2004 será menor. Em 2004, a arrecadação do IRPF deve atingir R$ 25,65 bilhões.

Agencia Estado,

08 de dezembro de 2004 | 22h13

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