Centrais querem acordo para ‘estancar a crise’

Para secretário-geral da CUT, é necessário agora um esforço de todo mundo para que o País ‘volte a respirar’

João Villaverde, O Estado de S. Paulo

26 de dezembro de 2015 | 07h23

Os líderes das três maiores centrais sindicais do País vão defender, em 2016, um acordo tripartite entre governo, empresários e trabalhadores para retomar o crescimento econômico. Apesar das diferenças políticas, os dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical e da União Geral dos Trabalhadores (UGT) concordam que o primeiro trimestre de 2016 deve concentrar o pior momento para o mercado de trabalho.

 

“O esforço de todos deve ser para que o País volte a respirar”, disse Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT. “O governo precisa separar os empresários criminosos das empreiteiras, liberando as empresas para continuarem tocando obras públicas, que estão paradas há quase dois anos. Deve haver também uma política de crédito e juros mais baixos.”

Miguel Torres, presidente da Força Sindical e também do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, acredita que a pauta da redução da jornada de trabalho deve ser intensificada no segundo semestre de 2016. “Precisamos estancar a crise, fazendo as demissões pararem e a inflação cair. Com mais gente empregada e com os salários acima da inflação, o mínimo de confiança vai voltar e a roda da economia vai girar. Aí voltaremos para o debate de redução da jornada, que saiu de cena com tanta crise.”

Segundo Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, a jornada de trabalho aumentou para os comerciários em 2015. “Aqueles que permaneceram empregados estão trabalhando mais, com mais horas extras, para compensar os demitidos”, disse. “Precisamos voltar a crescer logo, porque ninguém aguenta muito mais tempo assim.”

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