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Centrais querem 'supersindicato' contra a globalização

Sindicatos do Reino Unido e da América do Norte se unem para fazer frente às companhias multinacionais

Efe,

11 de fevereiro de 2008 | 17h04

O sindicato britânico Unite e o do outro lado do Atlântico United Steelworkers Union (USW) planejam unir-se para fazer frente às companhias multinacionais que atuam no mercado globalizado, caracterizado pela transferência de localização das empresas para países como China e Índia.  Segundo confirmaram fontes da Unite, o supersindicato, que será criado neste ano, somará três milhões de afiliados cujos direitos serão defendidos além das fronteiras de seus países. O Unite é um sindicato britânico produto da fusão das centrais Amicus e Transport and General Workers Union que representa dois milhões de trabalhadores e o United Steelworkers Union (USW) conta com membros do Canadá, Estados Unidos e Caribe. O secretário-geral do Unite, Derek Simpson, destacou que os sindicatos nacionais não estão em posição favorável para negociar com as companhias multinacionais porque lhes falta "controle ou influência" em determinadas áreas. O sindicalista explicou que, por outro lado, estas companhias podem ameaçar transportar sua produção para outro país para pressionar os trabalhadores. Simpson indicou que já uma necessidade de se criar sindicatos internacionais capazes de lidar com estas companhias, ainda que tenha reconhecido que é difícil pois os mesmos não contam com muitos recursos econômicos. Os desafios do sindicato a ser criado serão como atuar frente à transferência de empresas para outros países e como defender os direitos dos trabalhadores independentemente do lugar em que trabalhem. Simpson afirmou que o Unite e o USW terão que construir uma estrutura que lhes permita continuar trabalhando nos assuntos locais ao mesmo tempo que colaboram para fazer-se notar nas questões internacionais.

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