Centrais questionam reajuste do piso salarial paulista

As centrais sindicais vão reivindicar que o reajuste do piso salarial regional no Estado de São Paulo siga o mesmo critério utilizado pelo governo federal para aumentar o salário mínimo nacional - inflação do ano anterior, mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) registrado há dois anos.Na próxima segunda-feira, às 16 horas, as entidades se reunirão na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, para propor uma emenda ao projeto que aumenta os pisos regionais neste ano, proposto pelo governador José Serra (PSDB) e em tramitação na Assembléia Legislativa paulista.Pelo texto, o piso do nível 1, hoje em R$ 410, passaria para R$ 450, reajuste de 9,8%; o piso 2 do nível 2, de R$ 450, seria elevado para R$ 475, crescimento de 5,6%; e o piso 3, de R$ 490, ficaria em R$ 505, elevação de 3,1%. O mínimo teve aumento de 9,2% em março, inferior apenas ao reajuste do piso 1.O presidente estadual da CUT, Edílson de Paula, considera os aumentos de 5,6% e de 3,1% insuficientes e equivocados. "O governo estadual deveria conceder o aumento da mesma maneira que o federal", disse, em nota.Ele cita também que a variação do preço da cesta básica na capital paulista, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi de 17,2% entre agosto e fevereiro, superior aos índices propostos pelo governo estadual.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.