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Centrais sindicais da Itália e Portugal convocam greve geral contra reformas

Na itália, plano de reforma trabalhista inclui mudança em artigo que permitiria que empresas com mais de 15 funcionários pudessem demitir por razões disciplinares ou econômicas

Andréia Lago, da Agência Estado,

21 de março de 2012 | 16h25

ROMA - A maior central sindical da Itália, CGIL, convocou nesta quarta-feira, 21, uma greve de oito horas contra a reforma trabalhista planejada pelo primeiro-ministro Mario Monti, que está sendo debatida no Parlamento italiano.

Após semanas de negociações com empresários e centrais sindicais sem um acordo, Monti resolveu levar adiante os planos de reforma trabalhista no país, o que motivou a greve geral convocada pela CGIL.

O ponto central de divergência é a mudança proposta no controverso artigo 18 da Lei Trabalhista da Itália, o que faria com que as empresas com mais de 15 funcionários pudessem demitir por razões disciplinares ou econômicas. Embora os empresários tenham recebido bem as mudanças na lei e apoiado o objetivo de Monti de criar programas de aprendizes para os desempregados mais jovens, a CGIL afirma que a mudança proposta poderá gerar desemprego em massa num período de instabilidade econômica no país.

Monti prometeu levar as reformas ao Parlamento com ou sem o apoio das centrais sindicais, mas poderá perder votos importantes do Partido Democrata.

Uma última reunião entre o governo e os representantes das empresas e dos trabalhadores está agendado para amanhã, enquanto o premiê se apressa em finalizar o projeto que propõe maior flexibilidade no mercado de trabalho antes de sua viagem à Ásia, no próximo fim de semana.

Portugal

A maior central sindical de Portugal prometeu paralisar o país amanhã e ocupar as ruas com manifestantes contrários às medidas de austeridade e às reformas trabalhistas do governo. A greve geral - a segunda desde que Portugal pediu ajuda externa no valor de 78 bilhões de euros, em abril do ano passado - reflete o aumento dos temores de que o país vá precisar de mais ajuda.

Embora o governo português tenha sido capaz de vender dívida de curto prazo no mercado a taxas menores, em leilão realizado hoje, os preços dos bônus de mais longo prazo negociados no mercado secundário registraram forte queda desde janeiro, com os juros movimentando-se na mão contrária. Os yields mais elevados tornariam impossível para o governo acessar os mercados novamente para pagar 9 bilhões de euros em dívida com vencimento no próximo ano.

"A austeridade não funcionou para a Grécia, e não funcionará para Portugal", afirma o presidente da maior confederação de sindicatos de trabalhadores do país, a CGTP, Armenio Carlos. Desta vez, a CGTP está convocando a greve sem o apoio da segunda maior central sindical, a UGT, que não quis participar. A divergência entre as duas centrais deve-se à recusa da CGTP em assinar o pacto para reforma trabalhista com o governo.

Como ocorreu na greve geral realizada em Portugal em novembro de 2011, novamente os transportes públicos devem ser bastante afetados em Lisboa e nas principais cidades do país. As informações são da Dow Jones.

 

 

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