Roberto Parizotti / CUT
Roberto Parizotti / CUT

Centrais sindicais fazem protesto em São Paulo contra a reforma da Previdência

Houve paralisação de motoristas e cobradores de ônibus pela manhã; há um protesto marcado para às 17h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp)

Ana Paula Niederauer e Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2019 | 10h27
Atualizado 22 de março de 2019 | 11h10

As principais centrais sindicais convocaram para esta sexta-feira, 22, protestos contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), diferentes entidades sindicais marcaram atos em 126 cidades pelo País.

Para o fim do dia, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, ligadas à CUT, prevem um protesto com concentração na frente do Masp, na Avenida Paulista. O ato começa às 17 horas.

Redes Sociais

Nas redes sociais, a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria aparece em primeiro lugar nos tópicos mais citados no Twitter Brasil. As principais postagens são encabeçadas por líderes da esquerda, como o senador Humberto Costa (PE). "Posso dizer, com quase toda certeza, que essa reforma da Previdência enviada por Bolsonaro é uma proposta natimorta, dada a imensa oposição que encontra até mesmo dos principais aliados do presidente da República", escreveu em sua conta oficial no Twitter.

Já o PCdoB publicou uma lista com cinco motivos para rejeitar a proposta e relembra as consequências da adoção do regime de capitalização da Previdência pelo Chile. "Vc sabe onde foi aplicado o regime de capitalização da Previdência proposto por Bolsonaro? No Chile, durante a sangrenta ditadura de Pinochet. A miséria fez do país o campeão sul-americano de suicídio entre idosos", publicou a página oficial do partido.

Paralisação em São Paulo

Em São Paulo, uma paralisação de motoristas e cobradores de ônibus nesta manhã afetou passageiros que utilizam o transporte público. Ao todo, um milhão de pessoas que utilizam os 3.820 ônibus de 561 linhas foram prejudicadas, com reflexos também na operação nos 29 terminais municipais. A população da zona sul, especificamente na região de Varginha e Grajaú, foi a mais afetada.

Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), sindicalistas foram para as garagens conversar com os trabalhadores sobre a reforma da Previdência e sobre a campanha salarial de 2019. De acordo com a São Paulo Transportes (SPTrans), a manifestação sindical surpresa atrasou o início da operação em 33 garagens das empresas de ônibus.

Em entrevista à Rádio Eldorado, o secretário municipal de Transportes e Mobilidade Edson Caram, afirmou que até às 10h a circulação dos ônibus deve estar restabelecida. Segundo Caran, as empresas de coletivos que descumpriram as primeiras partidas programadas, ocasionando intervalos, serão autuadas em R$ 300 mil pela SPTrans. "A Prefeitura não vai abrir mão do seu direito de dar um transporte de qualidade para o cidadão de São Paulo", explicou Caran.

O ato previsto para às 17h na Avenida Paulista envolvendo a questão da Reforma da Previdência deve prejudicar o tráfego de veículos na região. Segundo Caran, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai montar um esquema de emergência para melhorar a fluidez do trânsito no local. Não há interferências nas linhas do metrô e da CPTM, mas funcionários estão vestidos com coletes contra a Previdência e a privatização.

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