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Centrais sindicais marcam greve geral na Argentina para abril

Pela primeira vez, as duas maiores centrais argentinas vão se unir para protestar contra a política econômica

Arial Palácios, correspondente de O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2014 | 02h07

BUENOS AIRES - As principais centrais sindicais da Argentina - a Confederação Geral do Trabalho (CGT) "rebelde" e a Confederação Geral do Trabalho "azul e branca" - anunciaram que realizarão em conjunto, pela primeira vez, uma greve geral de 24 horas em protesto contra a política econômica do governo da presidente Cristina Kirchner. Ontem, as duas CGTs, que racharam há seis anos, definiram que seus respectivos sindicatos paralisarão as atividades durante 24 horas no dia 10 de abril.

No entanto, os líderes sindicais anunciaram que a greve não será acompanhada por marchas ou manifestações no tradicional ponto dos protestos na capital argentina, a praça de Mayo. A Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA), que reúne grande parte dos sindicatos de funcionários públicos, também participará da greve.

Os sindicatos reclamam da resistência da administração Kirchner sobre os pedidos da CGT para negociações sobre aumentos salariais sem um teto previamente estabelecido. Como forma de contrabalançar a inflação, diversos sindicatos pedem aumentos de 30%.

A CGT também exige que o governo concorde com a realização de pelo menos duas negociações salariais neste ano, isto é, uma por semestre (embora alguns setores peçam uma renegociação a cada trimestre). Os sindicatos querem ainda que o governo Kirchner apresente um plano claro de combate à inflação.

A CGT "rebelde" é a maior central sindical da Argentina. Seu chefe é Hugo Moyano, que durante décadas liderou o sindicato dos caminhoneiros. No longo período (2003-2011) no qual foi aliado do casal Kirchner, a central era definida como a "tropa de choque" do governo, já que conta com mais de 200 mil militantes diretos entre os caminhoneiros (além de outros sindicatos) de rápida mobilização para realizar piquetes nas estradas e bloqueios contra empresas.

Moyano começou a se afastar de Cristina Kirchner quando pediu mais cargos dentro do governo. Como não conseguiu, iniciou um processo de ruptura até ficar totalmente do lado da oposição, em 2012.

Já a CGT "azul e branca" é um grupo dissidente liderado pelo controvertido Luis Barrionuevo, do sindicato de restaurantes e bares. Esta CGT oscilou no início entre criticar o governo e fazer aproximações circunstanciais com os Kirchner. Em meados de 2012, decidiu posicionar-se contra o governo.

Há ainda a CGT "oficial", que está ao lado do governo e é liderada por Antonio Caló, secretário-geral da União Operária Metalúrgica (UOM). No início, Caló anunciou total respaldo à política econômica da Casa Rosada. Porém, nos últimos meses também começou a reclamar da escalada inflacionária.

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