Centrais sindicais propõem 21 medidas para o crescimento

As cinco principais centrais sindicais do País estão enviando hoje ao secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, um documento com 21 sugestões para a retomada do crescimento.O texto, intitulado "A Pauta do Crescimento", tem oito páginas e deverá ser discutido na reunião do Conselho nesta quinta-feira, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os principais itens do documento está a rejeição da renovação do acordo com o FMI nos moldes atuais. Os sindicalistas sugerem também o estabelecimento de metas semestrais de redução da taxa de juros. Eles defendem que a taxa básica de juros seja de 13,4% em dezembro do próximo ano e que os juros real fiquem em 7%. Também consta do documento metas semestrais para a expansão do emprego, aumentos reais do salário mínimo e redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, é inviável a retomada do crescimento com superávit primário de 4,25% do PIB. Segundo ele, esse patamar "é um escândalo". Sobre as metas de juros, o presidente da CUT, Luiz Marinho, disse que os sindicalistas chegaram a taxa de 13,4% para o fim de 2004 porque consideram esse porcentual possível. "Esse índice não é conservador. Chegamos a debater para que a Selic no fim do ano que vem ficasse entre 5% e 11%, mas vimos que seriam patamares desejáveis mas impossíveis de serem atingidos", afirmou. Também assinam o documento a Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT), Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

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