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Centrais sindicais querem movimento global de pressão ao FMI

As duas maiores centrais sindicais do País, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Força Sindical, articulam formas de pressionar o Fundo Monetário Internacional (FMI) de forma conjunta e em parceria com outras centrais do Brasil, da América Latina, da Europa e até dos EUA, numa espécie de "mobilização sindical e social globalizada", para que seja alterado o método de cálculo do superávit primário - arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais. Trata-se de uma bandeira defendida principalmente pelo governo brasileiro."O FMI tem que entender a situação do Brasil, da necessidade de geração de empregos e busca pelo crescimento econômico, e é nossa obrigação apoiar o governo brasileiro nesse embate", afirma o presidente da CUT, Luiz Marinho. "Está claro que nesse ritmo de estagnação econômica que estamos, o próprio Brasil não vai ter condições se seguir pagando os juros da dívida externa. O próprio FMI tem que ter essa noção de que as coisas precisam mudar", complementa o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.Marinho, da CUT, estará na Argentina no próximo sábado para participar de encontro com sindicalistas e pretende abordar o assunto. "Nossos vizinhos estão na mesma situação que nós. Vamos nos mobilizar e sensibilizar o FMI para esse problema", garante. A CUT promete valer-se, inclusive, de bons relacionamentos com sindicatos dos Estados Unidos e, principalmente, da Europa, para tentar abrir um canal de negociação com o fundo.Por seu lado, a Força Sindical pedirá o envolvimento do meio empresarial nesse debate e, em especial, que as empresas multinacionais convençam suas matrizes no exterior a entenderem a queixa brasileira e também participarem do movimento pela mudança.

Agencia Estado,

13 de abril de 2004 | 17h39

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