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Centrais sindicais realizam protestos contra mudanças na Previdência

Na Avenida Paulista, instituições protestam contra a adoção de uma idade mínima para aposentadoria, uma das propostas do governo Temer

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2016 | 11h29

SÃO PAULO - Centrais sindicais se concentram na manhã desta terça-feira, na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Capital, em protestos contra as mudanças na Previdência, como a adoção de uma idade mínima obrigatória para a aposentadoria. A medida está sendo estudada pelo governo do presidente interino Michel Temer (PMDB). A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, coordenada pelo deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), são as principais organizações envolvidas. 

De acordo com o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, as entidades esperam ter sucesso nas negociações após a resolução do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). "O importante por enquanto é fazer mobilizações e adquirir força, a negociação só acontece com mobilização", afirmou ao Broadcast Político. O dirigente afirma que a instituição não está discutindo no momento se a efetivação de Michel Temer irá facilitar ou dificultar as negociações. "Estamos pautados na questão dos direitos. Se o governo chamar, iremos negociar", disse.

As instituições que organizam o ato, batizado de "Dia Nacional de Luta Pelo Emprego e Direito", são contrárias à desvinculação dos benefícios previdenciários ao salário mínimo, além de serem contra o nivelamento de trabalhadores urbanos e rurais na legislação e a incorporação do Ministério da Previdência Social ao Ministério da Fazenda, executada por Michel Temer após assumir interinamente a Presidência.

A manutenção dos direitos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) sem flexibilizações, a redução da taxa básica de juros que viabiliza crescimento industrial, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários e a retomada dos investimento no setor de energia, em especial no pré-sal, são outras medidas defendidas pelas organizações.

A escolha do local da manifestação em São Paulo, segundo a Força Sindical, se deve ao fato de a Fiesp ser associada à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e defender a jornada semanal de trabalho de oitenta horas. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, a Nova Central Sindical de Trabalhadores e a Central dos Sindicatos Brasileiros são outras instituições que coordenam protestos nesta terça. 

Segundo a Força Sindical, ocorrem manifestações também em Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Maceió (AL) e Campo Grande (MS).

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