Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Centrais sindicais se unem em ato em frente ao INSS

Manifestação faz parte da greve geral desta sexta-feira e foi organizada pela Força Sindical. Cerca de cem pessoas estavam presentes

Douglas Gavras, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2019 | 12h40

Cerca de cem pessoas participaram de um ato organizado pela Força Sindical em frente ao prédio da Superintendência do INSS em São Paulo, na região central da cidade. O grupo gritou palavras de ordem contra a proposta de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro, que consideram ruim para os trabalhadores.

“Se o governo não desistir dessa proposta injusta para a Previdência, vamos fazer uma greve ainda maior”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. “O deputado que votar a favor dessa proposta não vai voltar à Brasília nunca mais.”

O auxiliar em edifícios e assessor sindical Miguel Lopes, de 45 anos, diz que a população não pode aceitar uma reforma da Previdência que quer acabar com a aposentadoria dos mais pobres. “Os atos de hoje servem para mostrar a força da parcela da sociedade que tem sido mais prejudicada nos últimos anos. Não vamos aceitar calados a perda de direitos.”

A professora Eunice Campos, de 33 anos, afirma que o governo está tirando da aposentadoria dos mais pobres e repassando para os bancos. “A proposta tinha até um plano de capitalização. Isso é bom para quem? Para o povo é que não é.”

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, avalia que o movimento desta sexta-feira, 14, é um sucesso e que os trabalhadores estão mobilizado contra a reforma da Previdência. “Ainda não temos o balanço oficial, mas estimamos que mais de 45 milhões de trabalhadores participaram dessa greve. O governo precisa entender que essa proposta não é boa para a população.”

O deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, participou mais cedo de um ato em uma garagem de ônibus, em uma metalúrgica e discursou no início da manifestação em frente ao INSS. Ele lamentou que em algumas cidades o transporte público não aderiu ao protesto.

Para o auxiliar administrativo Eduardo Ramos, de 25 anos, disse que não é ligado a sindicatos, mas veio ao ato para preservar os seus direitos. “Não quero virar um daqueles empregados que defendem o patrão.”

Já o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, afirmou que as questões sociais são descartadas pelo governo. “Para este governo, o povo não existe.”

Ele também disse que o movimento deste dia 14 demonstra a unidade das centrais sindicais, em um momento de milhões de desempregados e desalentados. “Queríamos colocar as demandas nacionais, de busca de geração de emprego e crescimento econômico.”

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