Centrais usarão dados do emprego formal nas negociações

Os dados sobre o emprego formal, divulgados hoje pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), serão usados pelas centrais sindicais para a negociação dos reajustes salariais este ano. "Os dados serão usados principalmente em relação ao aumento real e à participação nos lucros, disse o presidente da Força Sindical, João Carlos Gonçalves. O presidente da CUT, Luiz Marinho, disse que "o momento é de comemoração", mas alertou para o excesso de otimismo. "Tem gente que acha que estamos ganhando, e até de goleada, mas estamos apenas empatando", afirmou.O presidente da Força Sindical disse que o crescimento do emprego formal é positivo, mas não é suficiente para absorver a quantidade de pessoas desempregadas e os jovens que entram no mercado de trabalho", observou Juruna. "É importante não criar um clima de euforia porque ainda não há sinais claros de crescimento sustentado", disse. Para o segundo semestre ele espera mais contratações, mas que a economia poderia estar mais aquecida, se o governo tivesse reduzido mais os juros.Já o presidente da CUT estima, com base no Caged, que os dois primeiros anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva terminem com a criação de mais de 2 milhões de empregos. "A vida não está resolvida e não podemos entrar em fase de euforia", disse.

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