Nissan/Divulgação
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Centro de design da Nissan no Brasil vai desenvolver produtos fora do setor automotivo

Novo negócio da fabricante japonesa de veículos oferece consultoria de desenhos de produtos que vão de bicicletas a hashi

Cleide Silva, SÃO PAULO

10 de setembro de 2020 | 18h07

A Nissan anunciou nesta quinta-feira, 10, um novo negócio do grupo no Brasil, que é a venda de serviços de consultoria de design para outros segmentos fora da indústria automotiva, como projetos de mobilidade, design de ambientes internos e externos, peças em geral e comunicação visual. O objetivo da ação inédita no setor, segundo a empresa, é levar a marca para dentro das casas dos clientes “e gerar inovação e paixão”.

O novo Estúdio de Design da Nissan América Latina, instalado em São Paulo e batizado como The Box, é o único da região e um dos oito que o grupo tem globalmente. Mesmo antes de sua instalação, a empresa já tinha sido responsável pelo projeto global do utilitário-esportivo Kicks, o mais vendido da marca no mercado brasileiro, e pela renovação de outros modelos.

John Sahs, designer chefe da Nissan América Latina, afirma que a ideia é “expandir a criatividade da marca para fora da indústria automotiva”. A empresa, diz, poderá oferecer a diversificados clientes produtos com design inovadores. Como exemplos, ele cita bicicletas elétricas, lâmpadas, hashi, móveis e parklets (espaços públicos nas calçadas).

Segundo o executivo que já trabalhou no Japão e nos Estados Unidos, entre outros países, o estúdio brasileiro será o primeiro a oferecer serviços de consultoria para consumidores em geral, projeto que futuramente também será estendido aos centros de outros países como Japão, Índia e Inglaterra. 

Sahs ressalta que o desenvolvimento de um carro incorpora criatividade em várias áreas, internas e externas. “Com a experiência no setor, podemos desenvolver diferentes soluções para outros segmentos”, afirma. O desenvolvimento do banco de um carro, por exemplo, ajuda na criação de bancos para outros tipos de uso.

Ele informa que a empresa já tem um cliente não automotivo, que ainda não pode ser revelado, e cujo projeto só está atrasado em razão da pandemia. “O desafio é encontrar clientes que buscam um estilo artístico, criado por um estúdio reconhecido pelo design automotivo”, afirma ele. “É muito bacana ter este desafio e levar o nosso DNA do design da Nissan para outros setores; é uma oportunidade para fazer diferença positiva na sociedade e para a América Latina.”

O The Box,  nome inspirado na arquitetura externa do estúdio, que se assemelha a uma caixa,  foi inaugurado no ano passado e tem o objetivo de ser um laboratório de criação de design para soluções de mobilidade do futuro. A empresa informa ter parcerias com instituições de ensino para contribuir no desenvolvimento das futuras gerações, por meio da troca de experiências com foco em diversidade e boas práticas dentro e fora da indústria automotiva.

Reestruturação 

A Nissan vem passando por grande reestruturação no Brasil e aguarda aval da matriz japonesa para iniciar a produção de novos veículos na fábrica de Resende (RJ). Em junho, foi a primeira montadora a anunciar corte significativo de pessoal durante a pandemia, de 398 funcionários – cerca de 15% de sua mão de obra. Depois informou que, a partir deste mês, deixou de produzir o compacto March. Atualmente a marca, produz no País apenas o SUV Kicks e o sedã Versa V-Drive.

A marca faz parte da aliança Renault/Nissan/Mitsubishi cuja direção global anunciou em junho que o grupo passará a operar em  plataformas unificadas, ou seja, nos casos de Nissan e Renault, os veículos fabricados no Brasil serão feitos nas mesmas bases, cada um com sua marca.  O objetivo principal é reduzir custos.

 

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