CEO da Vale Inco critica sindicato em greve e confirma investimentos

Desde agosto de 2009, cerca de 3,1 mil trabalhadores estão em greve em dois terços das operações no Canadá

Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de março de 2010 | 08h12

O executivo-chefe da Vale Inco, unidade canadense da Vale, Tito Martins, criticou o sindicato United Steel Workers por usar racismo e etnicidade em seus argumentos contra a mineradora durante a greve que já dura mais de oito meses nas operações de níquel no Canadá. Em uma mensagem postada no site da companhia, o executivo afirmou também que a Vale Inco está seguindo adiante com os planos para desenvolver suas operações de níquel no país, apesar da greve.

 

Cerca de 3,1 mil trabalhadores estão em greve em dois terços das operações de mineração da Vale Inco no Canadá desde agosto do ano passado. "Estamos sendo confrontados por um sindicato em Newfoundland e Labrador que está fazendo tudo em seu poder para evitar lidar das questões reais - e está satisfeito por manter seus membros em greve por tanto tempo quanto puder em Ontário", escreveu Martins.

 

O executivo disse que o sindicato usa "informações falsas, racismo, intolerância e xenofobia". Recentemente, o sindicato vem pedindo repetidamente ao governo canadense que interfira para proteger os trabalhadores canadenses do que diz ser uma companhia estrangeira que tira vantagem deles.

 

A Vale Inco havia fechado várias operações no ano passado por causa da queda dos preços. Quando estava prestes a reiniciá-las, em julho, os trabalhadores entraram em greve. No comunicado, Martins afirmou que a companhia está seguindo adiante com os vários investimentos em expansão e novos projetos, apesar da crise global.

 

Os novos gastos incluem US$ 450 milhões na Mina Totten, que deverá ser concluída em 2011, US$ 2,8 bilhões em uma unidade de processamento em Long Harbour, Newfoundland, que será concluída em 2013 e um investimento de US$ 116 milhões em uma refinaria de níquel em Thompson, Manitoba, para acrescentar equipamentos automatizados.

 

A Vale Inco também está desenvolvendo um novo projeto de potássio em Saskatchewan que fará exportações para a Ásia, segundo Martins. Atualmente o projeto está na fase de exploração, mas deverá produzir 2,8 milhões de toneladas por ano. As informações são da Dow Jones.

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