Regis Duvignau/Reuters
Regis Duvignau/Reuters

Presidente interino da Renault promete manter aliança com Nissan e Mitsubishi

Prisão do executivo Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, trouxe dúvidas sobre a parceria

O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2018 | 10h39

PARIS - O executivo-chefe interino da Renault, Thierry Bollore, disse que vai assegurar que a fabricante de carros siga nos trilhos e que sua aliança com a Nissan continue, após o executivo-chefe titular, Carlos Ghosn, ser preso no Japão na segunda-feira, 19, sob alegação de irregularidades financeiras.

"Eu vou garantir a nossa estabilidade e permanecer focado nas nossas missões de preservar os interesses do Grupo Renault e a sustentabilidade da aliança", afirmou Bollore em uma mensagem de vídeo publicada na conta do Twitter da companhia nesta sexta-feira, 23.

Ghosn é executivo-chefe e presidente da Renault bem como presidente da Nissan e da Mitsubishi. Na quinta-feira, 22, a diretoria da Nissan votou pela sua destituição do cargo.

A Renault detém cerca de 43% da Nissan, enquanto a Nissan tem uma fatia de 15% da Renault e de 34% na Mitsubishi.

Na Bolsa de Paris, às 9 horas de Brasília, a ação da Renault operava em alta de 4,40%, a 61,69 euros por ação, reagindo também ao anúncio da agência de classificação de risco Fitch de que reafirmou o rating da empresa em BBB, com perspectiva estável / DOW JONES NEWSWIRES

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