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Cepal ainda não vê "pânico inflacionário" no Brasil

A alta recorde da inflação - 1,31% do IPCA medido pelo IBGE em outubro e 1,55% na primeira quadrissemana de novembro do IPC calculado pela Fipe - é preocupante, mas não pode ser considerada ainda como "pânico inflacionário", avalia o diretor da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no Brasil, Renato Baumann.Em entrevista à Agência Estado, o economista afirma que a alta do custo de vida nas últimas semanas só poderia ser caracterizada como pânico inflacionário se houvesse pressões por gatilhos, tanto em preços como em salários, e ainda uma corrida em direção ao dólar. "Estamos muito longe disso", afirma.O diretor da Cepal no Brasil acredita que a tendência de alta poderá ser interrompida e revertida, já que a cotação do dólar começou a recuar. "Esses índices de inflação mostram um impacto atrasado da valorização do câmbio, que começa a ser sentido somente agora", afirma.O importante, diz Baumann, é ver se esse impacto vai mesmo regredir. "Fica difícil acreditar em um processo inflacionário no País, até porque o governo eleito já deu claros sinais de que respeitará os compromissos de metas e eliminou qualquer esperança de aumento de salários ao funcionalismo público."

Agencia Estado,

12 de novembro de 2002 | 17h29

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