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Cepal pede à ONU regulamentação de agências classificadoras

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) formalizou pedido ao Comitê Executivo de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU defendendo a regulação das agências internacionais classificadoras de risco. O secretário-executivo da Cepal, José Antonio Ocampo, disse que estas instituições não devem opinar sobre temas políticos dos países. "As agências classificadoras e os bancos de investimentos não têm formação primária sobre temas políticos. Suas análises econômicas são muito interessantes e respeitadas. As análises políticas dão vontade de chorar", afirma Ocampo, que na semana que vem abre, em Brasília, a Assembléia Bienal da Cepal. Ele considerou "exagerada" a reação de bancos de investimento, elevando o risco do Brasil devido à incerteza quanto ao resultado da eleição presidencial este ano. Enfatizando que os temas políticos são contrários aos interesses dos bancos e das instituições classificadoras de risco, Ocampo argumenta que a divulgação de pareceres subjetivos de agentes orientadores do mercado financeiro são, por si só, alimentadores de crises. Ele lembra que durante a reunião promovida pelo Banco Mundial, no mês passado, em Monterrey (México), para discutir novas formas de financiamento a países emergentes, uma frase sintetizou o que deveria ser o trabalho destas agências. "Foi dito que as classificadoras de risco deveriam se ater ao tratamento de indicadores objetivos. E análises políticas são totalmente subjetivas. As agências têm economistas, não analistas políticos".

Agencia Estado,

03 de maio de 2002 | 17h33

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