Cepal prevê queda de 1,7% no PIB da América Latina em 2009

Comissão prevê, porém, que recuperação na região pode começar já no segundo semestre deste ano

Marina Guimarães, da Agência Estado,

10 de junho de 2009 | 14h46

O Produto Interno Bruto da América Latina e Caribe pode cair 1,7% em 2009, resultado da forte retração da demanda, interna e externa, no quarto trimestre de 2008 e no primeiro trimestre de 2009, segundo estimativas da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). A Cepal, porém, estima que a recuperação das economias na região pode começar no segundo semestre de 2009, "embora partindo de níveis muito inferiores aos registrados no primeiro semestre de 2008".

 

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Apesar do retrocesso, os analistas da Cepal destacam que, diferentemente de crises anteriores, a atual encontrou os países menos endividados, com mais reservas internacionais, e os sistemas financeiros regionais apresentam um grau de exposição externa relativamente baixo. Neste sentido, "os problemas financeiros não são os que estão afetando a região mais rapidamente e com maior profundidade na atual crise mundial", ressalta a análise, explicando que os impactos mais fortes proveem do canal real: "uma significativa redução dos fluxos de comércio internacional, uma deterioração dos termos de intercâmbio e uma diminuição das remessas".

 

A Cepal destaca que estes elementos mencionados são os que impulsionaram o crescimento regional nos últimos anos. No cenário de retração destes elementos, continua a Cepal, ainda somou-se "a elevada incerteza sobre o desenvolvimento da crise e a deterioração nas expectativas sobre a recuperação das economias". Posteriormente, "se somaram os efeitos que a propagação do vírus da influenza humana terá na atividade econômica de alguns países, especialmente no desempenho de setores como o turismo, já afetado pela retração no fluxo de turistas provenientes de países desenvolvidos", observa.

 

Esta análise faz parte do Estudo Econômico da América Latina e Caribe 2008-2009 que a Cepal vai divulgar no próximo 15 de julho, contendo detalhes sobre a evolução econômica regional e de cada um dos países.

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