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Cepal prevê queda de 13% no comércio da AL em 2009

O volume total de exportações e importações dos países da América Latina e do Caribe deverá cair 13% este ano, por causa do impacto da crise econômica. A previsão foi divulgada hoje pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal). As exportações deverão cair 11%, o maior declínio desde 1937, quando o mundo ainda enfrentava a Grande Depressão, enquanto as importações devem despencar 14%, a maior queda desde 1982.

MARCÍLIO SOUZA, Agencia Estado

25 de agosto de 2009 | 15h15

De acordo com o relatório, o comércio é o setor mais afetado pela crise, sofrendo uma desaceleração "sem precedentes". A demanda por bens da América Latina nos Estados Unidos, na União Europeia, na Ásia e em outros países da América Latina tem diminuído fortemente, sendo parcialmente compensada pela demanda chinesa por commodities, que segue forte.

"São necessárias políticas urgentes para reativar o comércio, porque o futuro pós-crise continuará compensando as economias orientadas à exportação, bem como o progresso em competitividade e inovação tecnológica", disse a diretora da Cepal, Alicia Barcena, durante a apresentação do relatório. Segundo a Cepal, a crise global afetou a economia da região ao provocar a queda do investimento estrangeiro, das transferências de migrantes que trabalham no estrangeiro, dos preços dos produtos básicos e do volume de comércio.

O investimento estrangeiro na América Latina e no Caribe deverá cair até 45% em 2009, por causa principalmente da desacelaração do setor industrial. "O choque externo é muito maior do que o provocado pela crise da Ásia ou pela crise da dívida na década de 1980", afirma o relatório. A crise, no entanto, não "afetou dramaticamente" o Produto Interno Bruto (PIB) ou o emprego na região, segundo a Cepal. Isso mostra que a América Latina está "mais bem preparada agora, por causa do ciclo econômico favorável de 2003 a 2007 e das políticas macroeconômicas melhores".

A Cepal prevê que o comércio global vai se recuperar "em dois ou três anos", o que significa que a região deve estar preparada. O grupo propõe, no relatório, o aumento da integração regional, a diversificação das exportações e a criação de um programa para estimular o comércio dentro da região. As informações são da Dow Jones.

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