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Cepal prevê queda de 45% nos investimentos no Brasil e AL

Diretora de Comissão da ONU afirma que desaceleração da atividade industrial vai prejudicar fluxo de recursos

Renato Martins, da Agência Estado, e Dow Jones,

28 de maio de 2009 | 15h47

A diretora da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), da ONU, Alicia Barcena, afirmou nesta quinta-feira, 28, que o investimento estrangeiro na região deverá cair fortemente em 2009, principalmente por causa da desaceleração da atividade do setor industrial voltado para exportações. Para ela, o investimento estrangeiro direto na região deverá sofrer uma queda de até 45% neste ano; os países mais afetados deverão ser o Brasil, com queda de 45%, e o México, com redução de 31%.

 

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"Estamos saindo de um ciclo positivo de investimento, de 2003 a 2008, durante o qual a região cresceu fortemente, mas este será um ano difícil", disse Barcena. "Ainda há confiança na região e ela vai se recuperar, mas 2009 será complicado", acrescentou.

 

Em 2008, a região da América Latina e do Caribe recebeu a cifra recorde de US$ 128,3 bilhões em investimento estrangeiro direto. Mesmo o Chile, que tem um nível de investimento estrangeiro direto elevado em comparação com seu PIB, sofreu uma queda de 40% no investimento estrangeiro no primeiro trimestre deste ano, para US$ 3,5 bilhões, à medida que as companhias de mineração reprogramaram investimentos por causa das condições apertadas de crédito.

 

Barcena ressalvou que o Chile tem bom potencial para atrair investimentos em outras áreas, tais como a de energia renovável, e que várias companhias europeias têm anunciado programas de geração de energia eólica no país. "Nas condições atuais, as empresas estão buscando os nichos mais ativos", disse a diretora da Cepal.

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