Cepal recomenda maior exploração do mercado chinês pela AL

O economista Renato Baumann, diretor do escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no Brasil, afirmou hoje que o mercado chinês deve ser explorado com afinco pelos exportadores latino-americanos, mas com o cuidado de elevar os embarques de bens manufaturados. "A China é uma maravilha, mas não é nem um pouco trivial", disse, ao referir-se aos desafios de conquistar fatias desse mercado.Ele lembrou que prevalecem os embarques de produtos primários na pauta exportadora da América Latina - em especial, do Brasil - para a China, e que os investimentos chineses na região estão centrados em obras de infra-estrutura relacionadas ao fornecimento de produtos de seu interesse.A rigor, o acordo celebrado entre o Brasil e a China, em novembro do ano passado, reproduz exatamente a mesma fórmula. Segundo Baumann, seria mais relevante o investimento chinês na produção de manufaturados mais elaborados na região, que implicariam em transferência de tecnologia.

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